Resenha Um Acordo e Nada Mais

em 4 de outubro de 2018

Um Acordo e Nada Mais
Clube dos Sobreviventes # 2
Mary Balogh

ISBN-13: 9788580418798
ISBN-10: 8580418798
Ano: 2018 / Páginas: 304
Idioma: português
Editora: Arqueiro

Embora Vincent, o visconde Darleigh, tenha ficado cego no campo de batalha, está farto da interferência da mãe e das irmãs em sua vida. Por isso, quando elas o pressionam a se casar e, sem consultá-lo, lhe arranjam uma candidata a noiva, ele se sente vítima de uma emboscada e foge para o campo com a ajuda de seu criado.
No entanto, logo se vê vítima de outra armadilha conjugal. Por sorte, é salvo por uma jovem desconhecida. Quando a Srta. Sophia Fry intervém em nome dele e é expulsa de casa pelos tios sem um tostão para viver, Vincent é obrigado a agir. Ele pode estar cego, mas consegue ver uma solução para os dois problemas: casamento.
Aos poucos, a amizade e o companheirismo dos dois dão lugar a uma doce sedução, e o que era apenas um acordo frio se transforma em um fogo capaz de consumi-los.
No segundo volume da série Clube dos Sobreviventes, você vai descobrir se um casamento nascido do desespero pode levar duas pessoas a encontrarem o amor de sua vida.


Resenha


Um Acordo e Nada Mais é o segundo livro da série Clube dos Sobreviventes, livro muito aguardado pela minha pessoa, pois amei o primeiro volume, porém o livro não foi tão bom quanto eu gostaria, talvez seja pela minha alta expectativa para com este livro.


Agora a bola da vez é de Vicent, o visconde Darleigh, ele ficou cego no campo de batalha e desde então é cercado por mimos e cuidados pelas mulheres de sua família, mãe e irmãs, o que acaba por deixá-lo muito sufocado, o que ajuda sua vida ser um pouco melhor são os dias que ele passa com os amigos do clube dos sobreviventes, eles o entendem, são uma segunda família, porém é chegada a hora de voltar para casa e o que ele encontra o deixa mais assustado, sua mãe juntamente com suas irmãs acham que é chegada a hora dele se casar e convidam uma família nobre com uma jovem com idade para tal, ele se sente como se fosse forçado a aceitar aquilo tudo, e foge com seu amigo e também valete Sr. Fisk.


Em um de seus destinos, mais precisamente sua casa de infância, ele quase cai em outra armadilha casamenteira, mais Sophia está lá para ajudá-lo, primeiro ele se encanta com sua voz, depois sua personalidade, mas a pequena ajuda coloca Sophia em perigo, pois a sua própria família a expulsa de casa por este ato, isso porque ela só está vivendo com eles por favor, já que sua tia não vê a menina como parte da família e sim como um estorvo, eles a vestem pior do que os criados, ali Sophia não é Sophia e sim um ratinho num canto sempre as ordens para o que precisarem, o que me lembrou muito Cinderela, só que muito pior.

Vicente então descobre que Sophia está naquela situação porque o ajudou e nada melhor do que tentar ajudá-la de alguma forma, e por incrível que pareça, o que vem em sua cabeça é um casamento por conveniência, um acordo para que ele se liberte das garras de sua mãe e irmã, já para Sophia, ela finalmente poderia realizar seus mais profundos sonhos e se reerguer de toda opressão que passou com sua própria família.


"– Algumas pessoas escalam montanhas impossíveis. Algumas exploram lugares impossíveis. E o fazem simplesmente porque não conseguem ignorar o desafio do perigo ou da tentativa de realizar algo que parece impossível – disse ela. – Você, às vezes, não consegue resistir ao desejo de se libertar de sua cegueira ou pelo menos levá-la ao limite."



A trama por si só é bem interessante, porquê aqui encontramos um protagonista cego, como ele veria Sophie?! Suas descrições dos lugares por onde passam é diferente, ele não vê, mas tem o tato, ele ouve, sente o cheiro, e é surpreendente conhecer Vicent como ele é, sua bondade apesar de tudo, seu senso crítico, uma pessoa maravilhosa e que almeja mais, almeja sua independência apesar de sua deficiência. Já Sophia, infelizmente não senti nada de extraordinário nela, desde o começo achei muito passiva, algo faltou nela e não sei descrever muito bem, ela é boa para Vicent e o ama com todo o coração, o sentimento dela foi crescendo aos poucos, e a admiração também, e isso para ele também, mas não a senti como eu o senti.


Porém, a história é muito envolvente, uma leitura que flui muito rápida e é gostosa, como todos os romances de época que li até agora, e apesar do meu ponto negativo que para alguns podem não ter tanta importância, achei o livro maravilhoso por seu conteúdo, ele aborda superação, por parte de Vicent e aceitação por parte de Sophia, uma mulher negligenciada pela própria família e que pelos "olhos" de um homem cego reencontra sua própria alto-estima.


Beijos


10 comentários

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Parece ter uma história bem interssante nesse livro e esse detalhe do personagem cego é algo diferente. É fogo quando a gente vai esperando muito e não bate todas aquelas expectativas, mas achei a trama legal, tem aquele jeito gostoso de romance de época e adoro o gênero, então vale a pena sempre. Alguns temas legais aí no meio, isso de superação, alto estima e encontrar uma pessoa que te faz te enxergar como você é é bonito. Acho que iria gostar.

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  3. Linda resenha!
    Acho interessante ser um clube dos sobreviventes, mas tirando isso não sinto muita vontade de ler. Por mais que eu leia ótimas resenhas sobre romances de época, eles acabam ficando em segundo plano.
    Imagino que tenha sido bonita acompanhar o desenvolvimento desse romance, não é muito habitual encontrar histórias em que um do casal seja cego. Isso traz uma certa profundidade, acaba não se resumindo apenas na aparência.

    Beijos

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  4. Oi Mila.
    Ainda não li o primeiro dessa série, mas quero muito.
    Achei bem interessante Vicent ser cego. Deve trazer muitas descrições diferentes, pois ele leva em considerações outros parâmetros que não a visão.
    Parece que a história é bem envolvente e espero que eu goste mais de Sophia que você rs
    Beijos

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  5. Mila!
    Interessante ler sobre a visão de mundo de uma pessoa que não enxerga e ainda ver um romance fantástico se desenvolver de forma tão diferenciada.
    Quero poder ler.
    Desejo um mês abençoado!
    “A gratidão é o único tesouro dos humildes.” (William Shakespeare)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA OUTUBRO - 5 GANHADORES –
    BLOG ALEGRIA DE VIVER E AMAR O QUE É BOM!

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  6. Oi, Mila!!
    Gostei muito da premissa dessa história, ainda não li o primeiro livro da série Clube dos Sobreviventes, mas estou acompanhando pelas resenhas e quero muito fazer essas leituras muito em breve. E também achei a ideia da autora colocar um protagonista cego na história bem interessante, pois o Vicent vai gostar da Sophia pela voz dela. Achei bem bacana esse livro.
    Bjos

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  7. Olá, o que chama atenção nesse romance de época é que ele destoa dos clichés ao introduzir um homem que é empurrado para um casamento (visto que geralmente é sempre o oposto), sem contar que o fato de Vincent ser cego chama atenção, visto que a autora constrói o romance baseando-se na personalidade de Sophia para conquistar o protagonista. Beijos.

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  8. Nunca li um romance onde tivesse alguém que fosse cego. Ja estou imaginado todas as dificuldades, principalmente pela época. Ja quero ler a série inteira.

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  9. Ai, amo Mary Balogh. Ela tem uma escrita sensível mesmo quando as histórias abordam temas fortes. São personagens sempre buscando a felicidade, mesmo tudo dando errado. Sophia, coitada, come o pão que o Diabo amassou com a bota suja com aquela família que não possui um membro decente.

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  10. Que lindo!
    Parece ser bem especial , principalmente por o Vincent não enxergar, acho que ai ser mais profundo, um amor que nasce com palavras, com gestos... já quero!
    bjos

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Ola!
Agradeço pelo comentário!
Beijinhos Carinhosos!