Resenha: A Condessa Sangrenta - Alejandra Pizarnik

em 31 de outubro de 2018
A Condessa Sangrenta

Autor(a): Alejandra Pizarnik

Tradução: Maria Paula Gurgel Ribeiro
Editora: Tordsilhas
Págs: 60


A escritora argentina Alejandra Pizarnik e a condessa húngara Erzébet Báthory (1560-1614) têm um – e não mais que um – ponto em comum: são (quase) desconhecidas no Brasil. A injustiça com a poeta portenha está sendo corrigida agora, com este A condessa sangrenta, um dos raros títulos em prosa dessa autora que escreveu sobretudo poesia – relato ficcional baseado em fatos horrivelmente reais. A história da condessa Báthory, mesmo levando-se em conta uma possível “leyenda negra” construída em torno de sua vida, é marcada pela radicalização do que hoje chamamos de “sadismo”. Até certo ponto comum, o tratamento cruel de serviçais e camponeses pelos aristocratas europeus conheceu em Erzébet excessos que fizeram sua fama como uma espécie de “condessa Drácula”: qualquer motivo bastava para que ela aplicasse castigos e torturas em seus subordinados, especialmente jovens mulheres, em geral envolvendo longas agonias em que a pessoa seviciada se esvaía em sangue. Seu irrefreável prazer em levar ao extremo o sofrimento alheio vitimou cerca de 650 pessoas – cujos nomes foram registrados por ela mesma numa caderneta, usada como prova no processo que resultou em sua prisão, em 1611. Pizarnik descreve, em capítulos especialmente reservados, os principais métodos de suplício da condessa – que a tudo observava com impassível serenidade. Aliadas às tenebrosas mas fascinantes e belas ilustrações de Santiago Caruso, A condessa sangrenta é um lançamento luxoso, em capa dura, a quatro cores e papel cuchê, que atende aquele público que se sente órfão de uma boa história de terror, sem atenuantes – ou edulcorantes.


Resenha



Um livro incrível, curtinho, para ler em um dia e perfeito para o Halloween!

Eu namorava esse livro há anos enquanto passeava pelas livrarias, achava a capa dura magnífica e a sinopse interessante, quando lançou um filme sobre a tal condessa, corri assistir.




Neste livro, a autora conta a história da condessa Erzebet Bathory, cuja fama não era das melhores, casou-se aos quinze anos, teve cinco filhos que não foram criados com ela, como era costume na época, e sua vida adulta viveu em seu castelo na Eslováquia.


A autora se concentra em nos contar os sadismos da condessa, em poucas páginas ricamente ilustradas, ela nos detalha como Erzbet era cruel com suas empregadas e escravas.




Quando seu marido estava presente, o que era difícil, pois viajava muito, se juntavam nos jogos cruéis e sádicos com as meninas que a condessa sequestrava, ele mesmo a ensinava alguns truques de tortura, como besuntar o corpo da vítima com mel e deixa-la nua para que os insetos picassem.


Ela era especialista em espetar longos alfinetes, morder e arrancar pedaços de suas vítimas, adorava ouvir seus gritos e quando cansava matava vagarosamente.


Ela gostava de banhar-se em sangue de meninas virgens e bem jovens, acreditava que com isso teria a juventude eterna.


Viveu até os 54 anos, condenada e encarcerada pelos seus crimes, onde foi encontrado um caderno com cerca de 650 nomes de supostas vítimas, o que ajudou em sua sentença.





No filme já conta que a história sangrenta foi forjada por nobres da época, interessados em sua fortuna, pois não existem provas concretas de seus crimes.


Enfim, fica para nossa imaginação se realmente a condessa era tão abominável ou foi injustamente condenada, eu particularmente não acredito que foi tão cruel, porém, como gosto de histórias macabras, valeu como passatempo.


Trailer do filme A condessa de sangue:




Happy Halloween!


10 comentários

  1. Eita, Nanda, que livro pesado!
    Achei curioso e pra quem gosta do gênero deve ser ótimo.
    Mas não vou querer ler não kkkk
    sou medrosa demais kkkk
    bjs

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  2. Acho que já ouvi alguma coisa disso, dessa história das torturas e banho de sangue. Nossa, o livro parece bem pesado e isso das ilustrações torna a coisa toda mais vívida. Interessante, mas não sei se é exatamente o tipo de coisa que leria fácil. Combina com o clima da data e pra quem gosta é uma dica, mas caramba, não é pra mim xD

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  3. Oi, Nanda!!
    Já tinha lido alguma coisa referente a esse livro, achei a história bem interessante e fiquei bem curiosa sobre essa história. Adorei a indicação.
    Bjos

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  4. Parece uma edição incrível sendo em capa dura e com ilustrações.
    Fiquei um pouco chocada, acho que escolheria o meio termo; talvez ela não seja horripilante assim, mas pode ser que não tenha sido um exemplo de pessoa.
    Haja estômago para essa leitura.
    Quero nem imaginar como é o filme.

    Beijos

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  5. Não conhecia nem o livro nem sobre o filme,l mas como se trata de umanhistoria bem curta achei super interessante, pois é sua historia macabra, mas que acaba rápido e foca na persogagem! A capa e as imagens são de arrepiar!

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  6. Olá, primeiramente é necessário elogiar a composição física da obra, que conta com capa e ilustrações belíssimas. A história da condessa é um clássico que já rendeu várias interpretações, e aqui o leitor tem a oportunidade de se inteirar sobre o contexto, e claro, desenvolver sua repulsa pela protagonista. Beijos.

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  7. Oi Nanda.
    Não tinha ouvido falar do livro nem do filme.
    Confesso que não sou muito fã de histórias macabras, cheias de tortura e coisas do tipo, então provavelmente não irei ver o filme nem ler o livro.
    Espero que a condessa não tenha sido tão cruel assim com as jovens.
    Beijos

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  8. Uma palavra: ATERRORIZANTE! Os relatos são aterrorizantes e me fazem pensar até ponto vai a depravação humana.

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  9. Nanda!
    Credo!
    Nunca tinha ouvido falar da criatura e se realmente ela foi a responsável por todas as mortes que lhe são imputadas, ela devia ser bem má ou sofrer de algum tipo de distúrbio para se manter bela para sempre....
    As gravuras são um adendo importante para o livro, assim podemos compreender melhor a história. Uma pena que a história da vida dela tenha sido tão pouco desenvolvida. O vídeo fala muito sobre ela.
    “O passado é uma cortina de vidro. Felizes os que observam o passado para poder caminhar no futuro.”(Augusto Cury)
    cheirinhos
    Rudy

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  10. Eu já fui muito apaixonada pela lenda da Elizabeth báthory e até ver o filme Húngaro sobre ela eu lembro de ter lido esse livro dela em PDF a muito tempo atrás mas é uma história que Desperta Minha Curiosidade e realmente foi bem satisfatório a leitura

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Ola!
Agradeço pelo comentário!
Beijinhos Carinhosos!