Prêmio Jabuti e o Grupo Companhia das Letras

em 16 de outubro de 2018



Ola meus amores, tudo bem com vocês?!


O Grupo Companhia das Letras teve 22 livros entre os finalistas do 60º Prêmio Jabuti!



Confiram alguns...


Conto



Dicionário de Línguas Imaginárias
Olavo Amaral

Os Yualapeng são uma tribo peculiar na América do Sul. Sua língua não admite a existência dos verbos “ir” e “vir”. Eles apenas voltam, num movimento que os leva sempre ao lugar de origem. Inconformado com tal lacuna, Gérard Valdès, o linguista francês que os estuda, tenta lhes ensinar outros conceitos de deslocamento, e as consequências irão afetar sua própria forma de pensar. “Estava morrendo de palavras”, diz o narrador de outro conto. Diagnosticado com uma fibrose na glote, e perdendo aos poucos a capacidade da fala, ele decide viajar aos confins da Sibéria para conviver com um povo nômade, os Skali, donos de um dos idiomas mais rudimentares do mundo, em uma expedição rumo ao fim da linguagem. Escritor e cientista, Olavo Amaral mescla fatos e fantasia, narrativas labirínticas e distopias, na tradição dos grandes autores que escapam do realismo para tratar dos temas cruciais da situação humana.




Ilustração


Extraordinárias
Mulheres que Revolucionaram o Brasil

Dandara foi uma guerreira negra fundamental para o Quilombo dos Palmares. Bertha Lutz foi a maior representante do movimento sufragista no Brasil. Maria da Penha ficou paraplégica e por pouco não perdeu a vida, mas sua luta resultou na principal lei contra a violência doméstica do país. Essas e muitas outras brasileiras impactaram a nossa história e, indiretamente, a nossa vida, mas raramente aparecem nos livros. Este volume, resultado de uma extensa pesquisa, chega para trazer o reconhecimento que elas merecem. Aqui, você vai encontrar perfis de revolucionárias de etnias e regiões variadas, que viveram desde o século XVI até a atualidade, e conhecer os retratos de cada uma delas, feitos por artistas brasileiras. O que todas essas mulheres têm em comum? A força extraordinária para lutar por seus ideais e transformar o Brasil.


Biografia




O Livro de Jô
Jô Soares

Prestes a completar oitenta anos e com verve mais afiada do que nunca, Jô Soares compartilha sua trajetória de astro midiático num livro de memórias escrito para fazer rir, chorar e, sobretudo, não esquecer.
O primeiro volume resgata fatos, lugares e pessoas marcantes da juventude de Jô e reconstitui seus primeiros passos no mundo dos espetáculos, nas décadas de 1950 e 1960. Entre a infância dourada no Copacabana Palace e a dura conquista do estrelato, acompanhamos o autor do nascimento aos trinta anos. Os antecedentes familiares, a meninice privilegiada nos palácios da elite carioca, a mudança para um internato na Suíça, os marcos da formação cultural do futuro showman na adolescência, a paixão pelo jazz, a estreia modesta em pontas no cinema e na televisão, o primeiro casamento e, finalmente, a conquista do sucesso numa São Paulo fervilhante: tudo que você sempre quis saber sobre Jô, ele mesmo conta, com o talento narrativo do romancista de O Xangô de Baker Street e O homem que matou Getúlio Vargas.


Humanidades


Prisioneiras
Drauzio Varella

O trabalho de Drauzio Varella como médico voluntário em penitenciárias começou em 1989, na extinta Casa de Detenção de São Paulo, o Carandiru. Os anos de clínica e as histórias dos presos, dos funcionários e da própria cadeia seriam retratados nos aclamados livros Estação Carandiru (1999) e Carcereiros (2014). Em 2017, Drauzio encerra sua trilogia literária sobre o sistema carcerário brasileiro com Prisioneiras. Alçando as mulheres encarceradas a protagonistas, o médico rememora os últimos onze anos de atendimento na Penitenciária Feminina da Capital, que abriga mais de duas mil detentas. São histórias de mulheres que não raro entram para o crime por conta de seus parceiros inclusive tentando levar drogas aos companheiros nas penitenciárias masculinas em dias de visita , porém que são esquecidas quando estão atrás das grades. As famílias conseguem tolerar um encarcerado, mas não uma mãe, irmã, filha ou esposa na cadeia. No ambiente carcerário feminino, há elementos comuns às penitenciárias masculinas. Assim como no Carandiru, um código de leis não escrito rege as prisioneiras; o Primeiro Comando da Capital (PCC) está presente e mostra sua força através das mulheres que integram a facção; e a relação entre aquelas que habitam as cadeias não é menos complexa. As casas de detenção femininas, no entanto, guardam suas particularidades diferenças às quais o médico paulistano dedica atenção especial em sua narrativa. Desde a dinâmica dos atendimentos e a escassez de visitas até os relacionamentos entre as presas, fica nítido que a realidade das prisões escapa ao imaginário de quem vive fora delas. Prisioneiras é um relato franco, sem julgamentos morais, que não perde o senso crítico em relação às mazelas da sociedade brasileira. Nesse encerramento de ciclo, Drauzio Varella reafirma seu talento de escritor do cotidiano, retratando sua experiência e a vida dessas mulheres com a mesma disposição, coragem e sensibilidade que empreendeu ao iniciar seu trabalho nas prisões há quase três décadas.



O Jabuti



A história do Prêmio Jabuti começa por volta de 1958, em um período repleto de desafios para o mercado editorial, com recursos escassos e baixa articulação do segmento. Apesar das adversidades, não faltava entusiasmo aos dirigentes da Câmara Brasileira do Livro. As discussões foram comandadas pelo então presidente da entidade, Edgar Cavalheiro, e pelo secretário Mário da Silva Brito – intelectuais e estudiosos da literatura brasileira –, além de outros membros da diretoria do biênio 1955-1957 interessados em premiar autores, editores, ilustradores, gráficos e livreiros que mais se destacassem a cada ano.


Para saber mais clique Aqui



Beijos


10 comentários

  1. Extraordinárias parece um livro muito legal, vi ótimas coisas sobre ele e não impressiona ser indicado pra ganhar alguma coisa. Adoraria ler. E esse premio tem história heim, bem antigo e importante. Gostei de saber mais um pouquinho sobre ele ^^

    ResponderExcluir
  2. Que incrível!
    Desejando Extraordinárias, pelos comentários que já li sobre, é uma indicação mais do que merecida.
    Apesar de nunca ter lido nada do Jô, é um cara que admiro muito.

    Beijos

    ResponderExcluir
  3. Olá, não é surpreendente que Extraordinárias Mulheres que Revolucionaram o Brasil foi um dos finalistas, visto que a obra é extremamente rica e de um valor cultural inestimável. Uma obra que eu não conhecia que me chamou atenção é Dicionário de Línguas Imaginárias, que possui uma proposta bem interessante. Beijos.

    ResponderExcluir
  4. Oi, Mila!!
    Só livros maravilhosos concorrendo ao Prêmio Jabuti!! Estou torcendo muito para Extraordinárias, Mulheres que Revolucionaram o Brasil!!
    Bjos

    ResponderExcluir
  5. Que bacana as editoras estarem concorrendo a prêmios por seus livros. A gente como leitora, fico muito contente!!

    ResponderExcluir
  6. Que bacana!
    Quero muito ler Extraordinárias! Parece um livro ótimo sobre empoderamento feminino.
    Beijos

    ResponderExcluir
  7. Mila!
    Os livros da Editora são sempre muito bons e esses que estão na lista, são fortes concorrentes.
    Desejo que a Editora ganhe alguns dos prêmios.
    Desejo um ótimo final de semana!
    “O passado é uma cortina de vidro. Felizes os que observam o passado para poder caminhar no futuro.”(Augusto Cury)
    cheirinhos
    Rudy

    ResponderExcluir
  8. Drauzio Varella é uma pessoa incrível, tanto pessoal quanto profissionalmente. Então, se tiverem a oportunidade, leiam suas obras, visitem suas redes sociais.

    ResponderExcluir
  9. Esse prêmio é muito legal!
    Tô torcendo por Extraordinarias.
    bjs

    ResponderExcluir
  10. Extraordinárias Mulheres é um livro que me encantou na primeira vez que vi. Gosto desses livros curiosos com històrias que dificilmente vão ser contadas nas escolas.

    ResponderExcluir

Ola!
Agradeço pelo comentário!
Beijinhos Carinhosos!