Resenha: Crônicas de Natal - Austregésilo de Athayde

em 5 de abril de 2019

Crônicas de Natal
Coleção Ponto de Encontro


Autor(a): Austregésilo de Athayde
Ilustrações: Odilon Moraes
Editora: Paulinas
Págs: 64



Natal: os sinos das capelas anunciam o nascimento de Jesus, trazendo paz às pessoas de boa vontade. Os olhos se enchem de imagens novas e de recordações, como as que são retratadas nas páginas deste livro, que se integram e se completam num quadro único.
Escritas por Austregésilo de Athayde, as crônicas reunidas neste livro são, em muitos casos, uma releitura do Evangelho; em outros, memórias natalinas do autor, partilhadas com os leitores da saudosa revista O Cruzeiro, da revista Natal e do Jornal do Commercio.

Com uma produção de arte cuidadosa, que remete o leitor ao visual dos textos publicados em periódicos, as crônicas falam das sensações e emoções vividas durante a infância pobre no interior do Ceará, à espera dos humildes presentes; na juventude, como seminarista, acolitando o padre nas celebrações paroquiais; na vida adulta, redescobrindo a mística da narrativa do nascimento de Jesus na simplicidade da missa presidida pelo Papa Pio XII em sua capela particular. Registram também as vãs tentativas dos cientistas de explicar a sobrenaturalidade dos acontecimentos evangélicos à luz da razão; a certeza da existência de numerosos e múltiplos Papais Noéis, que distribuem mimos a ricos e pobres de todas as partes da terra; o influxo benéfico da atmosfera que se cria no mundo durante os dias de festa.

Memórias que merecem e devem ser preservadas, para o nosso deleite e o das futuras gerações, para fazer perdurar as reflexões deste imortal de pena ágil, corajosa e elevada, que amava a liberdade, acreditava no poder do sonho e voltava-se para a realização de ideais por muitos considerados puro delírio.



Resenha


Adoro livros na temática natalina e quando se trata de contos e crônicas, aprecio mais ainda, já que as vezes não dá tempo para acompanhar livros maiores, com muitas páginas e histórias longas. Uma boa pedida também para curar as ressacas literárias que por vezes insistem em aparecer...

Crônicas de Natal, lançamento da editora Paulinas, são da coleção Ponto de Encontro e seu lançamento reúne contos, crônicas e romances, ficcionais ou não, nos trazem reflexão e entretenimento.


Paulinas Editora está lançando livros de conteúdo acurado e projeto gráfico inovador na área de Literatura. A coleção Ponto de Encontro reúne contos, crônicas e romances. São obras de ficção e não ficção, que, além de atender à necessidade humana de entretenimento, oferecem pistas de reflexão, validam sentimentos, divertem, emocionam... enfim, estimulam a essência do ser humano.

Crônicas de Natal, do imortal Austregésilo de Athayde, reunidas por sua filha, Laura Sandroni –escritora, mestre em Literatura Brasileira, membro do Conselho Diretor da FNLIJ –, estas crônicas foram escritas no decorrer dos anos 1950 e 1960 e partilhadas com os leitores da saudosa revista O Cruzeiro, da revista Natal e do Jornal do Commercio. Memórias que merecem e devem ser preservadas, para o nosso deleite e o das futuras gerações.




Austregésilo de Athayde (In memoriam)

Austregésilo de Athayde dispensa maiores apresentações, mas aproveitando o ensejo, cabe contar um pouco de sua trajetória. Nascido em Caruaru (PE), em 25 de setembro de 1898, Belarmino Maria Austregésilo Augusto de Athayde frequentou o Seminário da Prainha, em Fortaleza (CE), e mudou-se para o Rio de Janeiro, onde ingressou em O Jornal e foi diretor dos Diários Associados. Nas palavras de sua filha, “esse nordestino com feições marcadas de caboclo era homem contraditório e passou a vida escrevendo na defesa de suas ideias”. Liberal e democrata, apoiou a Revolução de 1932 e permaneceu no exílio até 1934. Mesmo sob censura, escreveu contra o Estado Novo, o nazismo e o fascismo. Foi redator, pelo Brasil, da Declaração dos Direitos Humanos, promulgada na Assembleia da ONU realizada em Paris, em 1948. Foi um dos primeiros a escrever contra o golpe militar de 1964. Tornou-se presidente da Academia Brasileira de Letras em 1958, cargo que exerceu durante trinta e cinco anos, até sua morte, em 1993. Com o apoio de sua mulher, D. Maria José – a Jujuca –, trabalhou sem descanso para prover a Academia de um patrimônio sólido e uma bela sede, no bairro do Castelo, no Rio de Janeiro, que por iniciativa do acadêmico Evaristo de Moraes Filho chama-se Palácio Austregésilo de Athayde.

Site consultado: Paulinas Editora




4 comentários

  1. Olá Nanda!
    Adoro contos natalinos também. Não conhecia essa ilustre figura mas seu trajeto de vida é admirável. Uma ótima iniciativa a da editora, pena que você não entrou em detalhes sobre os contos, gostaria de saber mais sobre as histórias.
    Beijos

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  2. Que bacana!
    Não conhecia, mas por gostar de contos e temas natalinos eu já fiquei interessada.
    Vou deixar para tentar ler na época.

    Beijos

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  3. Nanda!
    Livros de contos e crônicas são genias e quando vem de um acadêmico renomado, deve ser sensacional.
    Luz e paz!
    cheirinhos
    Rudy
    BLOG ALEGRIA DE VIVER E AMAR O QUE É BOM!

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  4. Adoro história assim, ainda mais fora de época xD
    Sou do tipo que lê trama natalina depois ou antes do natal, nunca nesses dias. Ai ai.
    Parece uma boa dica, ainda mais por serem contos e histórias pequenas e boas pra fazer pensar. Legal.

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Ola!
Agradeço pelo comentário!
Beijinhos Carinhosos!