Resenha: Açúcar de Melancia - Richard Brautigan

em 30 de agosto de 2016
Açúcar de Melancia

Autor(a): Richard Brautigan
Tradutor: Joca Reiners Terron
Págs: 240
Editora: José Olympio


Sinopse
Uma breve novela fantástica, aclamada por Murakami, escrita por um ícone da contracultura americana na década de 1960 e, pela primeira vez, publicada no Brasil.
De maneira sarcástica e um tanto nonsense, Brautigan conta episódios passados em euMorte, um lugar onde quase tudo é feito de açúcar de melancia. Com uma linguagem original e poética, o autor nos transporta para um ambiente surrealista, mas que também se assemelha ao cotidiano banal de uma pessoa comum. Uma crítica bem-humorada à mecanicidade das nossas ações.


Resenha


Este livro lindo foi cedido pela parceria com o Grupo Editorial Record pelo selo José Olympio Editora.

Com uma capa belíssima e uma sinopse instigante, a leitura nos leva a conhecer a cidade de Açúcar de Melancia, mais especificamente a vila de euMORTE, um local onde basicamente tudo é feito de açúcar de melancia. Os moradores fazem refeições a céu aberto depois do trabalho e cada dia nasce um sol de uma cor diferente, esse surrealismo todo encanta e ao mesmo tempo surpreende, pois eu pelo menos, não estou acostumada com livros assim.

"Em Açúcar de Melancia os feitos estavam feitos e foram feitos de novo como minha vida foi feita em açúcar de melancia. Vou contar como foi, pois eu estou aqui e vocês estão longe."






Na região tinham tigres que dizimaram a população a apenas 300 habitantes, que também devoraram os pais do protagonista que no caso, não tem um nome.

Os capítulos são curtos e fluidos, leitura leve e divertida, eu gosto muito mais de livros com histórias reais mas este tipo de leitura distrai a mente, é bom para relaxar.

É uma leitura que se preocupa mais com a apresentação do local do que com uma história linear onde temos início, meio e fim e aliás, temos um final com alguma mensagem...neste livro o autor é muito criativo e original em nos apresentar euMORTE, mas eu senti falta de mensagens e acontecimentos que tornassem a leitura mais ágil, mesmo assim, sendo um livro curto terminei em um dia.



Trecho:

“Os olhos de Pauline estavam cheios de lágrimas.
- Por favor, passe a noite conosco- disse Charley
- Muito obrigado- agradeceu o irmão de Margaret.
- Vou mostrar o quarto pra você. Boa noite- disse Charley para nós;
Ele saiu com o irmão dela. Falava alguma coisa para ele.
- Vamos embora, Pauline- falei.
- Está bem, querido.
- Acho melhor você dormir comigo esta noite.
- Também acho- disse ela
Deixamos Bill empilhando os tijolos.
Eram tijolos de melancia feitos de açúcar preto e silencioso. Não faziam nenhum som ao serem empilhados por ele. Os tijolos selariam as coisas esquecidas para sempre."



Particularmente não gosto de distopias, e mesmo este livro tendo a capa linda e a sinopse bem interessante confesso que não leria se não fosse cedido pela editora.

Porém, ser indicado pelo escritor Haruki Murakami é um elogio e tanto, e foi um dos motivos de querer conhecer a obra e não me arrependi, conheci um mundo completamente novo e isso que faz um bom escritor, nos transportar para outro lugar, para universos distantes, diferentes e nos fazer sonhar, que só a boa leitura pode nos proporcionar.

" A primeira vez que li Vonnegut e Brautigan fiquei chocado ao descobrir livros tão bons! Era como descobrir o Novo Mundo." - Haruki Murakami - The Paris Review

Sobre o autor


Richard Brautigan nasceu no dia 30 de janeiro de 1935, em Tacoma, Washington. É autor de dez romances, nove volumes de poesia e uma coletânea de contos. Brautigan foi ídolo literário dos anos 1960 e começo dos 1970, cujo talento cômico e visão iconoclasta do estilo de vida americana atraíram a atenção de jovens do mundo todo. Ficou conhecido como “o último dos Beats”, e seus primeiros livros se tornaram leitura obrigatória para a geração hippie. Um deus da contracultura, cometeu suicídio em Bolinas, Califórnia, aos 49 anos.





Até a próxima,



13 comentários

  1. Esse livro também não faz muito meu tipo de leitura, porém não resisto em livro com uma escrita poética e realista, principalmente que trabalha de maneira construtiva o local onde se passa a história. E uma delicia quando a leitura é divertida, e fluida, e quando você ver já acabou de lê-lo, espero ter a oportunidade ler esse livro futuramente, por enquanto deixo passar.

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  2. Não é só você, eu também nunca li nada parecido. Mas ao mesmo tempo o livro se torna tao instigante, não é? Açúcar de melancia com certeza é algo novo pra mim kkk
    Como você, não compraria se visse em uma prateleira, mas é leitura relaxante mesmo 😉
    Beijos

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  3. Também não sei se leria assim de cara, acho que se ganhasse é que pegava para ler. Mas ele parece ser criativo e tem umas coisas fofas. Achei legal essa ideia da trama, o nome do lugar e o que ele quer passar, as mensagens e tal. Parece ser bem sensível e interessante por isso.

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  4. A capa é lindíssima eu fiquei super encantada por ela e amei o título. Fiquei curiosa pra ler essa história sim, mesmo não sendo tão ágil, quanto os livros que eu estou acostumada.
    Mil Beijos!
    http://pensamentosdeumageminiana.blogspot.com.br/

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  5. A capa realmente é linda, o título causa curiosidade, mas tbm não sou fã de distopias. Acho que só o leria se estivesse na mesma posição que vc. Mas não se pode negar que o enredo é bastante interessante, surreal, o que causa curiosidade.

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  6. O livro parece ser muito bonitinho e até interessante, mas não é o tipo de leitura que costumo ter e não me chamou muito a atenção. Talvez eu venha a lê-lo um dia.

    Abraços :)

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  7. Eu ainda não conhecia essa distopia e confesso que se não fosse pelo blog ela teria passado "batida" por mim, pois a sinopse e a capa não me chamaram a atenção e a apesar da resenha ter despertado um pouco de curiosidade em mim não acho que esse seja o tipo de leitura que eu iria gostar (o protagonista realmente não tem nome?!).

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  8. Adoro uma distopia, mas tem que ser verossímil, por mais louca que seja a historia. Não curto muito surrealismo. A capa do livro é belíssima e da mesmo vontade de ler pela capa. Se aparecer a oportunidade faço a leitura do livro ;)

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  9. Que livro diferente! Não sei se leria, mas achei bem inusitado! Bom saber que a escrita do autor é boa, um dia, quem sabe!

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  10. Achei bem diferente esse negócio todo da melancia kkkkk a capa é bonita, e parece ser aquele tipo de livro para nos distrair mais, na verdade.
    Acho que não lerei, a menos que ele caia em minhas mãos, kkkkk
    gosto de livros mais reflexivos!
    bjss

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  11. Ola.
    O livro não me chamou muito a atenção. Apesar de gostar de livros de distopias, não curto muito uma escrita poética. Então não seria um livro que eu leria facilmente.
    Mas é sempre bom conhecer uma obra original e criativa.

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  12. gente falou em contra cultura e vertente hippie entrou para minha listinha de futuras leituras :D ótimo texto beijos Nanda :D

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Ola!
Agradeço pelo comentário!
Beijinhos Carinhosos!