Resenha: A Mãe Eterna - Betty Milan

em 16 de junho de 2016





A MÃE ETERNA: MORRER É UM DIREITO
Autor(a): Betty Milan
Editora: Record
Idioma: Português
Páginas: 144
Ano de edição: 2016
1ª Edição

A mãe eterna narra a história da relação tão enlouquecedora quanto profunda que se estabelece entre uma mãe quase centenária e a filha, que se vê na condição de ser mãe da própria mãe, até o desenlace final.
Autora do emocionante Carta ao filho, Betty Milan presenteia o leitor com um romance comovente que aborda grandes questões da atualidade: como suportar a perda dos seres amados? Como enfrentar a velhice extrema? Cabe ao médico vencer a morte e manter o doente indefinidamente vivo? Como humanizar o fim da vida?




Resenha


Quando vi este lançamento do Grupo Editorial Record num programa de TV, se não me falha a memória, foi no Globo News Literatura (inclusive recomendo a todos a assistirem), fiquei interessada em lê-lo.

Gosto bastante de livros biográficos e que contem histórias reais, este me pareceu interessante, eu li um sobre essa temática e gostei muito, chama Por favor, cuide da mamãe e achei tão lindo, como gosto bastante de dramas (para chorar mesmo), solicitei este a editora parceira.

Bom, é um livro que a autora retrata cruamente sua relação com a mãe já idosa, com 98 anos e com toda a limitação pertinente a idade, é um soco no estômago aos desavisados, como eu.


Não é uma história bonita como acredito nenhuma história real seja, não é romantizada e sim, contada como um desabafo.



Realmente ver sua mãe, que antes cuidava de você, era sua heroína, aos poucos definhar, não te reconhecer, e necessitar de cuidados, não deve mesmo ser fácil, eu não passei por isso, mas fiquei comovida com o relato. Aliás, impossível não se comover, afinal, envelhecer é o normal da vida.

No livro ela conta sua história em forma de cartas a sua mãe de forma imaginária, o livro é autobiográfico e ajudou a autora a passar por essa fase, tão crítica na vida dos filhos.

Acredito que todos deveriam ler este relato, por mais complicado que seja aceitarmos nossa mortalidade, é bom repensarmos em como queremos partir desta vida, estamos acostumados a achar que somos eternos, principalmente que nossos pais o são, mas infelizmente a morte chega para todos, é um livro para reflexão.

Ninguém substitui ninguém, como a autora diz, é para se pensar!

Para quem gosta do tema, sugiro o filme francês Amour, que também trata da velhice e morte.


Sobre a Autora



Betty Milan é paulista. Autora de romances, ensaios, crônicas e peças de teatro. Além de publicadas no Brasil, suas obras também circulam com selos de França, Argentina e China. Colaborou nos principais jornais brasileiros e foi colunista da Folha de S. Pauloe da revista Veja.
Trabalhou para o Parlamento Internacional dos Escritores, sediado em Estrasburgo, na França. Em 1998, foi convidada de honra do Salão do Livro de Paris e em 2015 novamente. Em 2014, representou a literatura brasileira contemporânea na Feira Internacional do Livro de Miami (EUA).
Antes de se tornar escritora, formou-se em medicina pela Universidade de São Paulo e especializou-se em psicanálise na França com Jacques Lacan.


15 comentários

  1. Esse blog tem me feito conhecer vários livros que fogem da minha zona de conforto, bem diferentes do que leio e tô achando muito legal. Esse parece ser um livro curtinho 144 páginas, mas emocionante, deve ser bem difícil passar por isso e acredito que vale muito a pena a leitura. ;)

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  2. Para mim este tipo de leitura é extremamente difícil pela relação de proximidade que tenho com minha mãe. Li este trecho da foto e parece um livro triste. Com certeza vou tentar ler o livro. Vou assistir ao filme indicado.

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  3. É, pra mim depende muito da escrita e não sei se leria esse. Não sou muito de curtir livros assim, são raras as exceções. Mas pra quem gosta de uma coisa mais real ele parece ser bom.

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  4. Oi, nanda! Eu não sou fã de livros de não-ficção e raramente leio biografias etc, mas a proposta deste é bem interessante, apesar de parecer bem triste. Ainda mais imaginando-nos em situação semelhante em alguns anos com nossos pais. :\
    Beijos
    Estilhaçando Livros

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  5. Gosto de livros com dramas reais, que ao mesmo tempo que nos fazem sofrer pelo ocorrido, também causa uma grande reflexão, e trata de um tema muito delicado, acaba que alertando;lembrando alguns de que nada é eterno, aproveite enquanto tem, amei a indicação do livro

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  6. Oi Nanda!!

    Não conheço o livro, mas gostei da dica, inclusive a dica do programa, pq não conhecia!!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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  7. não conhecia nem o livro nem o programa
    falando primeiro do programa obrigada pela dica vou procurar assistir
    quanto ao livro apesar de parecer ser um livro muito bonito eu não sei se tenho coragem de ler, não sou muito fã desses tipo de sofrimento (pode me chamar de covarde, mas eu tenho os meus motivos)
    mas adorei a dica

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  8. Olá, Nanda.
    Acredito que o livro deve ser tocante. Não sou muito de ler não-ficção, mas o livro me interessou. Eu que acabei de perder meu pai com Alzheimer sei o quanto é difícil ver o nosso herói em tal estado.

    Blog Prefácio

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  9. Oi,
    Eu gosto de vários gêneros, menos terror o biografia, então, não pretendo ler esse, mesmo parecendo ser emocionante (embora não seja romântico, e sim um desabafo, como você disse).

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  10. Oi Nanda,
    não costumo ler livros assim mas me dispus a mudar isso e estou lendo um agora desse estilo. Depois desse post já sei qual vou ler.
    Beijos
    Quanto Mais Livros Melhor

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  11. Nossa, deve ser uma leitura bem dificil, acho que se eu ler, vou chorar demais!

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  12. Pra mim, este é o curso normal da vida: Quando crianças somos cuidados pelos pais e quando adultos cuidamos deles.

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  13. Oi.
    Eu adorei o título desse livro, mas confesso que não o suficiente para ler, eu não aceito muito bem o pensamento de que minha mãe um dia irá morrer, sei que é a lei da vida, mas isso não torna nada mais fácil.
    Bom Dia.

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  14. Não conhecia esse livro nem a autora, bem diferente a história, no momento não me interessei muito e não pretendo ler, quem sabe futuramente.

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  15. Nooossa,imagino como deve ser forte e duro de ler!
    E ao mesmo tempo, necessário né?
    Para revermos nossas atitudes, assim como, nos preparar para o futuro.
    bjs

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Ola!
Agradeço pelo comentário!
Beijinhos Carinhosos!