Resenha: Rebentar - Rafael Gallo

em 18 de abril de 2016



REBENTAR

Autor: Rafael Gallo
EAN: 9788501104328
Gênero: Romance brasileiro
Preço: R$ 49,90
Editora: Record
Páginas: 378
Ano de Edição: 2015
Edição:






Depois que seu filho desapareceu aos 5 anos, Ângela dedicou toda a sua vida à busca da criança. Parou de trabalhar, não teve mais filhos, afiliou-se a instituições de busca de crianças desaparecidas. Mas após trinta anos sem nenhum resultado, ela finalmente decide desistir completamente da procura. Além da própria dor e culpa, Ângela precisa enfrentar o julgamento de todos aqueles que de alguma forma estavam envolvidos com sua história.

Rebentar é um corajoso e emocionante mergulho nas dores da perda.

Resenha

Um romance impactante sobre uma mãe que precisa aprender a conviver com a ausência do filho.

Esta obra foi escrita pelo jovem Rafael Gallo, que em 2012 ganhou o prêmio Sesc Literatura, com o livro Reveillon e outros dias, que também foi finalista do prêmio Jabuti.

Em seu primeiro livro em forma de narrativa, o autor nos contempla com uma história mais longa e dolorosa, a espera de uma mãe por três décadas por algum sinal de seu filho desaparecido.

Este não é um tema novo, e por ser bastante delicado, não é dado tanto interesse por parte da mídia, eu particularmente acho muito importante que seja divulgada essa questão do desaparecimento de pessoas, que geralmente há muita atividade ilícita por traz, como tráfico de drogas, prostituição e pedofilia.


“Após viver trinta anos dentro de um universo estilhaçado pela perda de seu garoto, a verdade, para Ângela, é que a sua renúncia a acreditar em um reencontro era a última chance de juntar cacos de sua vida e formar um pequeno pedaço de chão onde pudesse pisar, para continuar caminhando.”


Rebentar conta a história de Ângela, que perde seu filho Felipe de cinco anos numa galeria de lojas, passados trinta anos ela praticamente decide encarar essa perda como algo definitivo.


Impossível não se identificar várias vezes com os dilemas dessa mãe que fica remoendo o que houve naquele dia fatídico, os questionamentos como, por exemplo, se no dia tivessem ficado em casa, como sua vida estaria agora...


O maior dos problemas apontados na leitura, é o despreparo das autoridades em lidar com a questão, a falta de empatia com a dor do próximo e a violência praticada contra as crianças.


Muito importante essas leituras densas, que abordam esses temas atuais e necessários, já vimos em novelas e filmes, e até em séries de TV, uma inclusive, nacional que trata de desaparecimentos, intitulada Desaparecidos do canal pago A&E.


Site do autor: Rafael Gallo


Até a próxima,



17 comentários

  1. Oie,
    nossa a história parece ser boa, mas é daqueles livros que eu quero distancia, não costumo gostar de dramas e histórias mais pesadas.
    Talvez leia em outro momento

    bjos
    http://blog.vanessasueroz.com.br

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  2. Oi Nanda, bom dia !
    Olha, essa história faz a gente ficar emocionada. Perder um filho deve ser uma triste realidade e acredito que o livro passe esse sentimento ao decorrer da leitura. Nunca li nada parecido, mas atiçou minha curiosidade.
    Beijos

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  3. Fiquei bem comovida com a história retratada, são muitas as mães que perdem o filho e temos que dar mais atenção a isso, importante ser mostrado em uma obra como essa, fiquei curiosa para ler

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  4. Esse ainda não conhecia. Achei uma história bonita, bem emocional e com um tema tenso, real e triste. Um livro que mostra bem o desespero de quem passa por uma situação assim. Só não sei se leria... por ser tão denso e etc,acho que ficaria angustiada, mas gostei.

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  5. Olá Nanda,
    Ao passo que ela leitura parece densa, ela parece bastante real.
    Fiquei bem interessada no livro, pois acho que ele reflete sobre o famoso E SE... é difícil firmar imaginando isso, não?
    Gostei muito da sua resenha e já anotei a dica. Acho que vou gostar.
    Beijos,
    Um Oceano de Histórias

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  6. Rebentar parece ser uma história mto emocionante e triste. Eu não gosto de ler histórias com temas tão dolorosos qto essa ; prefiro uma leitura mais leve e divertida, pois me envolvo mto com os personagens e uma narrativa densa como essa ,só pela resenha, já né deixa angustiada ,então prefiro não ler.

    www.emcadapagina.com

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  7. Esse livro parece ser bem emocionante, acho que acabaria tomando as dores de Ângela. O tema abordado é bem delicado, assim como vários, e vê-lo ser retratado nesse romance é algo que me chama atenção, já que mesmo sendo algo que ocorre diversas vezes, não é um assunto que com frequência vejo na mídia.
    Livros densos requerem um certo preparo psicológico meu, já que me envolvo muito com os personagens, mas fiquei interessada e acho que darei uma chance para esse romance.
    Abraços

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  8. Pelo tema abordado já vemos um pouco do que sentiremos ao lê-lo, as emoções por ser um tema delicado como esse. Concordo plenamente, acho que esse tipo de coisa deveria ser mais aprofundado, mas como não é todo mundo que passou por isso ou até mesmo acredita que não passará, não ligam muito para isso hoje em dia, infelizmente.
    Já vi um filme com a Angelina Jolie que se trata de um tema desses no qual ela perde o filho e procura o mesmo por anos e anos, me comoveu muito, mesmo que quando assisti não tinha muito conhecimento pelo mesmo por ser uma criança e não acreditar que poderia ter pessoas que fazem um mal desses a outras. Vivemos em um mundo que vamos para a rua nos divertir, mas não sabemos se poderemos voltar para casa em paz, infelizmente as pessoas estão passando do limite e estão cada vez sendo mais frias.

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  9. Nanda!
    Imagino como deve mesmo ser intenso a leitura desse livro. É um drama que muitos passam na vida real e nem imagino o que uma mãe pode sentir quando acontece um fato desse...
    “Por sabedoria entendo a arte de tornar a vida mais agradável e feliz possível.” (Arthur Schopenhauer)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    TOP Comentarista especial de aniversário em abril: com 6 livros 5 ganhadores, participem!

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  10. Gostei da resenha Fernanda. Conheço uma história semelhante a do livro que aconteceu com uma amiga da minha mãe e posso imaginar a aflição de uma família que passa por esse tipo de situação. Beijo!

    www.newsnessa.com

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  11. Nossa amei.
    Você comentou algo e eu tenho que concordar absolutamente com você, o fato de que hoje as mídias não realmente darem atenção a esse tipo de livro.
    Eu gostei que o autor quebrou um mega estereótipo e fez seu livro com um tema mais que polêmico, mas que também é uma realidade a considerar, é triste saber que todos os dias isso acontece e que as autoridades não dão a mínima.
    Vou com certeza comprar esse livro.
    Bom Dia.

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  12. Olá, Nanda.
    Eu não conhecia esse livro ainda, mas apoio a ideia do tema. Infelizmente as autoridades tratam essas coisas com um certo descaso até. E é como você falou, tem tanta coisa envolvida por trás dos desaparecimentos. Quantas pessoas não desaparecem por dia no país? É um livro que merece ser destacado.

    Blog Prefácio

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  13. Histórias com temas atuais são as melhores. Drama faz parte, mas tem a informação, a emoção de se colocar no lugar dos personagens, fazer os mesmos questionamentos.
    Acompanhava Desaparecidas e lembro muito da novela Explode Coração que tinha como um dos temas crianças desaparecidas.

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  14. Achei o livro bem interessante e a resenha também mas no momento confesso que não leria o livro.

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  15. Olá!

    Esse tema é bem tenso e triste também. Deve ser um livro ótimo, mas bem doloroso :/
    Vou colocar na minha lista de leituras!

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  16. Eu ainda não conhecia esse livro, mas já fiquei super curiosa. Concordo com você, livros com temas com esse, devem ser lidos sim, até para servir como aleta para as pessoas e as autoridades. Eu não imagino a dor que essa mãe deve ter passado e agora eu fiquei me perguntando se ela encontrou ou não o seu filho. Com certeza vou ler! Beijo!

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  17. Mesmo com o pouco que você falou sobre a história, já fiquei bem curiosa, tem uma premissa bem interessante. Fiquei pensando aqui se a mãe consegue encontrar o filho ainda, mesmo depois de 30 anos.

    Abraços :)

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Ola!
Agradeço pelo comentário!
Beijinhos Carinhosos!