Resenha: O Amante Japonês - Isabel Allende

em 28 de dezembro de 2015





Uma paixão secreta que perdurou por quase setenta anos

Em 1939, ano da ocupação da Polônia pelos nazistas, Alma Mendel, de oito anos, é enviada pelos pais para viver em segurança com os tios em São Francisco. Lá, ela conhece Ichimei Fukuda, filho do jardineiro japonês da família. Despercebido por todos ao redor, um caso de amor começa a florescer. Depois do ataque a Pearl Harbor, no entanto, os dois são cruelmente separados. Décadas depois, presentes e cartas misteriosos são descobertos trazendo à tona uma paixão secreta que perdurou por quase setenta anos. Varrendo através do tempo e abrangendo diferentes gerações e continentes, O amante japonês explora questões de identidade, abandono, redenção, e o impacto incognoscível do destino em nossas vidas.








Título Original: El amante japonés
Tradutor: Joana Angélica D’Avila Melo
Gênero: Romance estrangeiro
Páginas: 294
Editora: Bertrand Brasil


Já considero a capa de livro mais bonita dos livros da escritora chilena Isabel Allende lançados no Brasil, isso instiga a leitura, porém achei que teria bem mais romance em sua história e isso não é uma crítica negativa, considero super positivo isso.


A história é sobre Alma, uma senhora idosa que contrata Irina como sua assistente, e durante muitas de suas conversas, relembra as suas memórias desde a infância através de cartas encontradas no sótão, cartas trocadas entre Alma e um antigo amigo de infância, Ichimei, que provavelmente seria seu amor que pode agora ter retornado.


Mil vezes como se a ouvisse pela primeira vez, aquelas histórias que os anciões repetiam para adaptar o passado e criar uma imagem aceitável de si mesmos, apagando seus remorsos e exaltado suas virtudes, reais ou inventadas.


Durante suas boas recordações também estão suas lembranças da Segunda Guerra Mundial, quando a família de Ichimei foi presa e forçada a viver em campos de concentração nos EUA devido ao ataque sofrido em Pearl Harbor pelos japoneses, dali em diante todos os nativos do Japão eram tratados como cúmplices, vistos como inimigos. Esta é uma parte interessante da história que eu desconhecia, assisti a um filme chamado Império do Sol, do aclamado diretor Steven Spielberg que conta sobre isso, mas nunca havia lido nada parecido. Sobre a Segunda Guerra a maioria é somente sobre os judeus.


Adorei a parte histórica, muito bem detalhada, a escrita é deliciosa, o livro flui muito bem e não é cansativo, a cada final de capítulo eu ansiava pelo próximo.


Não é um livro com romance delicado e meloso, a autora foca na parte histórica e construção de seus personagens, primeiro livro que leio de Isabel Allende e já virei fã, tenho outros aqui que pretendo ler urgentemente.


- Há muita gente boa, Irina, mas é discreta. Os maus, em contra-posição, fazem muito ruído, por isso são mais notados.


Dá um orgulho muito grande termos na América Latina, escritores com o cacife de Allende, que tem muito a escrever ainda, seus livros ganharam inúmeros prêmios, e juntamente com Gabriel Garcia Marquez, Eduardo Galeano, Pablo Neruda, Mario Vargas Llosa entre muitos outros, compõe grande parte da literatura latina que aprecio.


Recomendo a leitura principalmente a quem gosta de romances históricos, mas acredito que leitores jovens e maduros que curtem uma boa história gostarão também!


Até a próxima,





10 comentários

  1. Não sei quanto à outros livros da autora mas esse, realmente, tem uma capa muito bonita. E isso, pra mim, já é um ponto positivo e juntando com um enredo histórico, me deixou bem curiosa para conhecer essa história.
    Claro que eu amo um romance meloso, rsrs, porém um livro que não tenha tanto isso também me atrai, e esse foi o caso de O Amante Japonês.

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  2. A capa desse livro realmente é linda e também esperava que fosse mais romance, mas fiquei surpresa ao saber que não. É algo interessante, me deixou com ainda mais vontade de conferir essa história.
    Abraços

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  3. Nanda!
    Já li dois livros da Isabel e ela tem uma forma toda própria de escrita que conquista o leitor.
    Como adoro ela e romances históricos, ainda trazendo lembranças da segunda guerra e um ar de mistério, quero demais ler.
    “Desejo de um feliz ano novo todos nós temos, mas fazer o ano novo realmente feliz depende da atitude de cada um de nós.” (João Luis Mastrângelo)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    Participem do nosso Top Comentarista de Dezembro, serão 6 livros e 3 ganhadores!

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  4. Oi, Nanda. O Amante Japonês tem mesmo uma capa incrível. Eu não conhecia a autora, mas me surpreendi o suficiente para a leitura. Gostei da forma como ela constrói os personagens e deixa o romance melancólico de lado. O cenário e as memórias da Segunda Guerra Mundial é incrível. Muito bem representado.

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  5. Nanda, eu não conhecia nenhuma obra de alguma autora chilena, mas gostei muito de ver o trabalho da Isabel Allende em O Amante Japonês. Uma obra cheia de memórias e recordações. uma verdadeira genialidade expressa em palavras. Gostei muito de todos os aspectos do livro.

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  6. Oi Nanda, a capa esta linda e fiquei bem interessada no livro, principalmente em conhecer as lembranças da personagem com a segunda guerra.
    Bjs, Rose.

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  7. Realmente a capa é linda! A falta de romance meio que me decepcionou pq histórias que têm guerras como pano de fundo não são sempre fáceis.

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  8. Não conhecia esse livro, realmente essa capa está muito bonita, me chamou muito a atenção a história parece ser muito boa, por esse motivo adicionei o livro em minha lista de leituras, pretendo lê-lo em breve.

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  9. ador ler livros históricos e fiquei bem contente de conhecer esse, pelo jeito o livro é muito bom e a capa é realmente muito bonita.

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  10. Fer, parece ser um livro bem gostoso de ler mesmo, bem que você falou, ainda mais quando o personagem principal narra a sua história, eu adoro livros assim e, contando um pouco sobre a segunda guerra, este livro me ganhou.
    Já vou colocar na lista.
    Beijos

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Ola!
Agradeço pelo comentário!
Beijinhos Carinhosos!