Resenha: Primeiro e Único - Emily Giffin

em 8 de setembro de 2015



Shea tem 33 anos e passou toda a sua vida em uma cidadezinha universitária que vive em função do futebol americano. Criada junto com sua melhor amiga, Lucy, filha do lendário treinador Clive Carr, Shea nunca teve coragem de deixar sua terra natal. Acabou cursando a universidade, onde conseguiu um emprego no departamento atlético e passa todos os dias junto do treinador e já está no mesmo cargo há mais de dez anos.Quando finalmente abre mão da segurança e decide trilhar um caminho desconhecido, Shea descobre novas verdades sobre pessoas e fatos e essa situação a obriga a confrontar seus desejos mais profundos, seus medos e segredos.










Título: Primeiro e Único
Autora: Emily Giffin
Tradução: Amanda Moura
Editora: Novo Conceito
Páginas: 448




Mais importante que ganhar ou perder, é saber a hora certa de jogar.




Eu já li um livro desta autora e da mesma editora, a Novo Conceito, que foi Presentes da Vida, apesar de ter gostado, achei a história fraca, e não daria outra chance para os livros dela se não fosse por essa capa diferente e com sinopse aparentemente mais amadurecida em relação às outras.


Realmente a história está mesmo mais madura, no meu ponto de vista, a escrita continua muito simples e fácil de ser lida, a leitura flui rapidamente e quando vemos o livro já está no final.


O livro conta a história de Shea, de 33 anos, uma jornalista que vive numa cidade universitária  onde se respira futebol americano, criada junto a sua melhor amiga que é filha do treinador Clive Carr, ela trabalha com ele há dez anos, o que a faz confundir as vezes seus sentimentos em relação a ele, que vai de amor fraterno a paixão em questão de segundos o que a deixa em maus lençóis em várias situações.


Até então ela levava essa história entre ela e o treinador, em segredo, escondida a sete chaves em seu coração, mantém um romance com o jogador mais desejado do time, o que a leva aos holofotes e isso a incomoda bastante.


''Olhei de verdade, tentando identificar a qualidade exata que o fazia diferente dos outros homens. Havia alguma coisa muito especial nele. O treinador tinha um modo de ocupar o espaço ao seu redor com tanta dignidade. Era quase como se houvesse uma barreira invisível em torno dele que você sabia que não poderia penetrar com aquele velho discurso de parabéns depois do último jogo. Ele sempre foi caloroso e cordial, até com estranhos, mas ainda assim se mantinha numa redoma, era autossuficiente, quase misterioso, de um jeito que sempre me cativou muito.”


Na verdade, esta história lembrou o romance da nossa top model Gisele Bunchen e o jogador Tom Brady, e acredito que a autora até se inspirou neles para compor este romance, claro que, com muitas diferenças e ficção, ao mesmo tempo encantadora.


No geral eu gostei muito mais do que o livro dela que tinha lido, achei muito mais amadurecida sua escrita e elaboração, não cansou em momento algum e li rapidamente com a fluidez necessária para não ser uma história chata e cansativa. O modo como a autora mesclou a paixão pelo esporte e romance achei muito boa, adoro livros assim, pois sempre lemos histórias românticas parecidas umas com as outras e esta é diferente, muito criativa e ao mesmo tempo mostra a importância dos esportes em nossas vidas, uma pena nosso país não valorizar isso.


“Gays, heterossexuais, negros e brancos, jovens e velhos. Isso é uma das coisas que eu adorava no esporte: a diversidade, intrínseca e o vínculo intenso que estavam associados ao fato de ter algo em comum. Nós éramos realmente como uma família, como a Sra Carr sempre dizia.”


Acredito que no Brasil, poucos compreenderão, pois futebol americano não faz o mesmo sucesso que faz nos EUA, que é uma febre, então recomendo a leitura aos fãs de esportes mesclados com romance, e também aos que tem mente aberta para aceitar novidades.



Até a próxima,




13 comentários

  1. Oi Nanda!

    Então, esse livro simplesmente não funcionou para mim. Grande parte pelo futebol americano, que não foi apenas inserido na história, mas tomou tanto do livro que acabou se tornando o personagem principal, não tenho paciência para essas coisas. Outra coisa que me irritou muito foi a própria Shea, parecia que as pessoas ficavam constantemente mandando nela e ela aceitava numa boa. Enfim... Não funcionou mesmo.

    Beijo!
    http://www.roendolivros.com/

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  2. Fer, eu vi sobre este livro em alguns outros blogs também e todos dizem que realmente é um livro gostoso de ler, mas acho que esse eu vou passar, pois já li 2 livros da Emily e não me agradou.
    Beijos

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  3. Oi Mila,
    estou com este livro em casa, mas ainda não li.
    Parece mesmo ser uma história linda!

    bjos
    http://blog.vanessasueroz.com.br

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  4. OI Nanda...
    Já ouvi totalmente ao contrário do que você falou sobre este livro. Todos disseram que preferiam de longe a outra obra da autora, que essa era muito detalhista quanto ao futebol americano e tudo mais. Eu nunca li nada da autora então não posso falar. Mas que bom que pra você foi uma leitura proveitosa. Fico curiosa para saber qual seria minha opinião...rs

    livrosvamosdevoralos.blogspot.com.br

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  5. Já li Questões do Coração e Presentes da Vida e gostei bastante.... acho que o que é cansativo nos livros da Emily é a narrativa em primeira pessoa. Ela não é uma autora que crie situações engraçadas e tem uma mão pesada para o drama.

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  6. Nanda!
    Acho mesmo que para nós brasileiros o livro não funcione muito. Se fosse apenas algumas passagens falando sobre o tal futebol, tudo bem, porém o livro todo falando sobre ele, fica ate cansativo...
    “Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos.”(Antoine de Saint-Exupéry)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
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  7. Curto demais futebol americano, pena que aqui no Brasil não é um esporte comum.
    Não conheço o trabalho da Emily, mas a sinopse me chamou a atenção. Tenho certeza de que vou gostar bastante desse livro, por essa mistura de romance com esportes, e por você achar que a autora se inspirou no casal Gisele Bunchen e o jogador Tom Brady. \o/
    Já adicionei em minha lista de leitura, que espero realizar em breve.
    Abçs Nanda!!

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  8. Vi diversos comentários sobre esse livro, tanto positivos quanto negativos, como o livro fala muito sobre futebol americano e eu não tenho conhecimento algum sobre, tenho certeza que o livro não é pra mim e eu não curtiria a leitura.
    Sua resenha está muito boa.

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  9. Oi Nanda, sempre me surpreendo como um mesmo texto pode ser encarada de formas tão diferentes. Ainda ontem li uma outra resenha deste livro nada satisfatória, o que até me surpreendeu, visto que já li obras da autora, que aliás gosto muito. Qur bom que tenha gostado, Espero ler e gostar também.
    Bjs, Rose.

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  10. Gostei da sinopse, você conseguiu nos envolver com sua opinião sobre o livro..

    Parabens pela resenha

    Beijinhos :*

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  11. Oie
    Eu li poucos livros com esportes no enredo e gostei parcialmente deles.Acho a narrativa da escritora um tanto lenta então só li um livro dela.Esse livro não me interessou muito já que não sou tão ligada em esportes,mas tenho algumas curiosidades.Quem sabe num futuro eu não o leia né.

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  12. já ouvi falar autora mas nao li nada dela ainda, bem o livro nao me interessou, acho que nao é o meu tipo de livro, já li algumas resenhas desse livro e nao sao tao diferentes da sua.

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  13. Oi Nanda, apesar da história ser bem simples de se ler e tal eu confesso que não sei se um dia eu vou ler e isso se dá pelo fato da autora abusar das cenas descritivas do futebol americano, acho que não gostaria do livro por causa disso. :l

    bju

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Ola!
Agradeço pelo comentário!
Beijinhos Carinhosos!