Resenha: A Mão Que Me Acariciou Primeiro - Maggie O'Farrell

em 11 de junho de 2015


Maggie O’Farrell está de volta com um premiado romance que disseca a alma feminina. Neste fascinante romance, Maggie O’Farrell nos apresenta a incrível história de duas mulheres separadas no tempo, mas com o mesmo destino marcado pela arte, pela maternidade e por inúmeros segredos.
A mão que me acariciou primeiro é uma assombrosa investigação sobre como conduzimos nossas vidas, quem somos de verdade e como podemos estar profundamente conectados pelos mais prosaicos acontecimentos.








A Mão Que Me Acariciou Primeiro
Autor:  Maggie O'Farrell 
Editora: Bertrand Brasil
Romance Estrangeiro
322 Páginas
Ano: 2015


Este livro, lançamento da editora Bertrand Brasil, que pertence ao Grupo Editorial Record tem uma diagramação impecável, a capa é de uma textura quase aveludada em referência ao título, o que dá um charme todo especial.

Lexie é uma mulher a frente do seu tempo, não conformada com a ideia que mulheres nasceram para servir aos homens e serem boas esposas e donas de casa, muda-se para Londres, lá se envolve com o jornalista Innes Kant,  e por insistência dele acaba por trabalharem juntos.

Innes é casado, apesar de não viverem juntos, legalmente ainda tem uma esposa, que muito possessiva e ciumenta e ensina a filha pequena a odiar seu pai e sua namorada, e a menina devido a essa alienação parental, cresce com desejos de vingança devido a ver em Lexie uma destruidora de lares.

Nesta história, passados muitos anos na Londres atual, conhecemos a jovem pintora Elina, que acorda e sente falta da barriga, não lembra que teve um bebê, como sofreu muito na hora do parto, teve sequelas que a deixaram confusa e com perda de memória.

Os capítulos são alternados entre as vidas de Lexie e Elina, vários momentos devido a história contada sobre Elina ser maçante, pensei em desistir, mas ao voltar a Lexie a leitura fluía melhor e ficava mais dinâmica, aliás provavelmente foi essa a intenção da autora, nos fazer imaginar pelo que Elina realmente passava em seus dias de esquecimento.

Achei a leitura bem adulta e num contexto realista do que estamos acostumados a ler, as mulheres são pessoas normais, cheias de defeitos e com corpos comuns como todos nós, não tem nada ligado a sensualidade que exploram corpos perfeitos que tanto a mídia nos impõe, é uma história sobre pessoas comuns que se interligam entre passado e futuro, a luta pelas mulheres pela sua liberdade e sobre a importância do contexto familiar em nossas vidas.


A Mão Que Me Acariciou Primeiro é desses livros que ficam na memória dias após lidos, vale a conferida!



Sobre a autora




Maggie O"Farrell nasceu na Irlanda do Norte em 1972 e cresceu entre Gales e Escócia. Atualmente mora em Edimburgo com a família. Foi editora do caderno literário do jornal THE INDEPENDENT e agora é colaboradora de várias publicações na Grã-Bretanha. Foi considerada, pelo júri do Orange Prize, uma das grandes vozes da nova literatura britânica. Seu romance de estréia, Depois que você foi embora, foi aclamado em todo o mundo e recebeu o Betty Trask Award.


Espero que tenham gostado, até a próxima,






13 comentários

  1. Oi Nanda

    Achei muito interessante o enredo, não tinha reparado nesse livro, agora vou ficar de olho nele, quero ler.
    bjs

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  2. livro interessante, pelo jeito da resenha, um livro bem desenvolvido, gosto de historias que mostram um pouco de realismo e da mais verdade ao enredo.

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  3. Nanda!
    Bom ver um livro que fala um pouco sobre nossa realidade cotidiana, fugindo as fantasias costumeiras.
    A liberdade feminina é importante e que bom que o tema foi abordado no livro.
    “A vida sem ciência é uma espécie de morte.”(Sócrates)
    Cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
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  4. Oi Nanda,li ontem uma resenha a respeito deste livro, e ela já tinha me chamado atenção. Gosto muito de enredo com personagens mais reais, com defeitos iguais aos mortais que somos. Isso deixa na minha opinião a leitura ainda melhor, pois trás mais perto da gente o enredo.
    Bjs, Rose.

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  5. Parece uma boa história...adoro narrativas divididas entre dois ou mais personagens mas você tá certa... as vezes um dos personagens pode ser cansativo e desmotivar o leitor no entanto se o livro é bom a gente sempre passar por cima disso. :i
    Fiquei curiosa pra saber o que acontece com Elina...

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  6. Oi, Fernanda.
    Gostei de saber que essa é uma história sobre pessoas comuns.
    A maioria dos livros idealizam muito os personagens.
    Apesar disso, acredito que esse livro não faz o meu tipo de leitura.
    Abraços.
    Diego || Diego Morais Viana

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  7. Achei a história um pouco confusa, mas gostei qdo vc salientou que os personagens são comuns, sem aquele esterótipo de beleza exagerada, que mais remetem a deuses que humanos.

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  8. Parece ser um livro muito bom Fer, ainda mais que retrata muitas coisas que realmente acontece no cotidiano.
    Ótima resenha!

    Beijos

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  9. :a que resenha eim, entrou facin pros meus desejados... adorei ler.....
    :g
    beijocas e parabéns continue assim!

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  10. Oi, Nanda
    Achei o enredo bem diferente do que costumo ler e gostei muito disso da protagonista não aceitar ser submissa aos homens
    Não tinha entendido bem a parte do cara ser casado rs
    Enfim, coloquei na lista de desejados
    Ótima indicação!

    Beijos,
    Duas Leitoras

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  11. Adorei conhecer seu blog....
    Virei sempre aqui.........
    Arrasou no post.... Em breve começarei a ler alguns livros tenho que adquirir o habito de ler é bom..... Aprendemos coisas novas, histórias perfeitas e tal.
    Seguindo.........
    http://blogdajenny2014.blogspot.com.br/

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  12. Oi Nanda, menina, curti e muito sua resenha. Acho que o fator chave desse livro é os temas que ele aborda. Ou seja, a luta das mulheres pela sua liberdade e sobre a importância do contexto familiar nas vidas das pessoas. Esses são assuntos que por mais que pareçam simples, são assuntos que sempre nos toca, principalmente a nós, mulheres.

    bjus flor
    http://ventoliterario.blogspot.com.br/

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  13. Como você citou, o livro parece ter uma escrita e enredo bem adultos.
    O bacana dessa editora, é que ela tem obras de diversos gêneros e gostos, não é mesmo?

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Ola!
Agradeço pelo comentário!
Beijinhos Carinhosos!