Filme O Doador de Memórias

em 16 de abril de 2015


O Doador de Memórias

Nome original: The Giver
Gênero: Drama
Direção: Phillip Noyce
Duração:97 minutos
Elenco: Alexander Skarsgard, Brenton Thwaites, Cameron Monaghan, Emma Tremblay, Irina Miccoli, Jeff Bridges, Katharina Damm, Katie Holmes, Meryl Streep, Odeya Rush, Taylor Swift


Sinopse




Num futuro distópico, uma comunidade vive em um mundo aparentemente ideal, sem doenças nem guerras, mas também sem sentimentos. Para tanto uma pessoa (Jeff Bridges) é encarregada a armazenar estas memórias para poupar os demais habitantes do sofrimento, mas ser capaz de guiá-los com sua sabedoria. De tempos em tempos esta tarefa muda de mãos e agora cabe a um jovem (Brenton Thwaites), que precisa passar por um duro treinamento para provar que é digno desta tarefa.





Para ter "paz" é preciso sacrificar a individualidade?




Hoje, há milhares de livros sobre histórias distópicas ambientadas num futuro utópico, sobre um adolescente lutando contra um regime totalitário, na busca de uma vida melhor para todos; o que por ventura acaba despertando comparações com outras séries de grande demanda de visualizações tais quais: “Jogos Vorazes” e “Divergente”. Ambos os filmes citados são hollywodianos, devo ressaltar que sou fã de Jogos Vorazes e já li todos os livros da série Divergente, todavia é ultrajante comparar estas duas franquias com “O Doador de Memórias”.

O romance da norte-americana Lois Lowry, que originou o filme, um best-seller publicado em 1993, é anterior às narrativas que inspiraram tantos jovens.



“O Doador de Memórias” apresenta uma sociedade futurística isenta de qualquer forma de sentimento, escolhas e emoções, tudo em nome da paz e harmonia, tudo é controlado: de alimentação a lazer, a escolha de profissão de carreira ao clima e até a composição do grupo familiar a relações interpessoais.

A coletividade, a igualdade entre os indivíduos é um ambiente ameno e asséptico, é uma sociedade repleta de regras e frases decoradas, onde a linguagem de precisão é essencial; só assim com a ausência de diferenças e liberdade ocasionaram o fim dos conflitos.




De fato, não há muitas cenas de ações e romance no filme. É um drama, com reflexões complexas, levantando uma indagação importante sobre o papel do Estado na sociedade como propõe uma exasperada forma de proteção do indivíduo contra si mesmo. É um debate de ideias, a conscientização da sociedade, que administram atos que eles desconhecem o propósito, é um mundo inundado por personagens curiosos e por não ter vilões tradicionais, que são apenas pessoas comuns que tomam decisões  “tanto suspeita” por acreditarem ser o melhor para a comunidade. 

Nessa sociedade o conhecimento de toda a história é armazenado em um Doador, que será o “guardião” das memórias, que as utilizam para orientar os anciões, em caso de necessidade.




O jovem Jonas ( Brenton Thwaites) é escolhido para ser o novo Doador, que irá receber as memórias do antigo guardião o velho (Jeff Bridges). No processo, vemos como a mudança em sua percepção e o mundo cores vibrantes e sabores, Jonas começa entender o que a comunidade renunciou para ter a “paz e harmonia”. Sua inocência inicial é gradativamente transformada em assombro até atingir a mais pura revolta. Nos últimos minutos do filme, a narrativa fica interessante e vertiginosa, após um ato surreal desencadeia uma corrida inusitada para libertar a sociedade.

Portanto, eu sinceramente não tinha entendido o filme, não a sua essência, até que um dia resolvi ler o livro; eu fiquei pasma e admirada com todo o conceito da história e como “eu” iria lidar com a ideia de não sentir, de não poder escolher e ser marionete de um regime insano para um bem maior. Eu super recomendo o filme/livro.


Beijos!


“– Poderia haver amor – sussurrou Jonas.”


12 comentários

  1. Infelizmente esse livro não faz o meu estilo , mas vou indicar para uns amigos que gostam desse tema .

    http://coisasdediane.blogspot.com.br/

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  2. Oi Silvia...
    Não sabia que a história era mais ligada ao drama.
    Tenho vontade de ler ou assistir.

    livrosvamosdevoralos.blogspot.com.br

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  3. Oi Silvia, tudo bem? Gostei bastante da sua crítica. Ainda não vi o filme, mas li o livro e adorei e pensei em várias coisas. Sobre como é viver em um mundo sem fome, sem guerras, mas você não tem o prazer de ver as cores, de ter a sua própria liberdade, escolher o que quer ser. Achei muito interessante a forma como as regras dessa sociedade eram feitas e como o Thomas quando foi descobrindo as coisa se sentiu, com as coisas boas e as coisas ruins. Sei que o filme é bem diferente do livro, mas achei genial essa coisa do filme começar preto-e-branco e depois ir colorindo... e nossa, o que é o final do livro?? Se bem que eu gostaria de saber o que iria acontecer depois.

    Beijinhos,

    Rafaella Lima // Vamos Falar de Livros?

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  4. ainda não assisti esse filme... mas já vou ver se vejo... adorei a resenha beijos enormes e parabéns pelo post...
    http://cantodadomino.blogspot.com.br/ : :c

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  5. Realmente, vemos que a história realmente é bem interessante. Pena que apesar do filme ser bom ele não tenha transmitido a grandiosidade do que é a história. Que foi preciso você ler o livro pra ver isso.

    http://ventoliterario.blogspot.com.br

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  6. To pra assistir a este filme há tempos, mas vou deixando-o de lado pq de vez em sempre aparecem filmes mais chamativos. Adoro distopias, mas é um gênero angustiante e então passei adar mais atenção as adaptações.

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  7. Sílvia!
    Não assisti o filme e estou com o livro aqui para leitura, o que espero fazer em breve.
    Realmente é revoltante ser manipulado por um poder ou entidade e ser marionete nas mãos deles.
    Quero é entender por que tudo isso acontece?
    E viver em um mundo monocromático com certeza não é para mim, porque adoro o colorido de tudo.
    Bom final de semana!
    “O segredo da felicidade é encontrar a nossa alegria na alegria dos outros.” (Alexandre Herculano).
    Cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

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  8. Nossa, parece ser muito bom este filme, me lembrou um livro que li há muito tempo atrás que se chama o Guardião do tempo.

    Beijos

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  9. Oie!
    A leitura sempre elucida melhor o enredo.
    As adaptações acabam cortando partes essenciais para a compreensão da trama.
    Bj

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  10. Oi..
    Já li o livro e assisti ao filme, como sempre achei que o filme deixou a desejar, faltando muitos trechos do livro, mas gostei bastante dos dois..
    Me disseram que o livro pode ser comparado com Admirável Mundo Novo, mas não li esse...

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  11. Ainda não assisti ao filme, quero ler o livro primeiro. Algumas coisas só funcionam no livro, não tem como :/

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  12. Não li o livro!! Vou precisar ler, já q pretendo ler o filme.
    A história é muito envolvente, só q... E o tempo p ler? Tantos livros na frente... :(

    Abs

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Ola!
Agradeço pelo comentário!
Beijinhos Carinhosos!