Resenha A Garota que tinha Medo

em 27 de fevereiro de 2015


A Garota que Tinha Medo - Marina é uma jovem que faz tratamento para a síndrome do pânico. Às voltas com o ingresso na universidade, um novo romance e novas experiências, Marina tem seu primeiro ataque de pânico. Sua vida vira de cabeça para baixo no momento mais inapropriado possível e então psiquiatras e psicólogos entram em cena. Acompanhamos suas idas ao psiquiatra e ao psicólogo, o tratamento farmacológico e a psicoterapia. Ao mesmo tempo, conhecemos detalhes de sua vida amorosa e sexual, universitária e profissional, social e familiar na medida em que elas são marcadas pela síndrome. Um tema atual. Uma excelente obra tanto para conhecimento do quadro clínico como entretenimento, narrada com maestria e de uma sensibilidade notável.





A Garota que Tinha Medo
Breno Melo
ISBN: 978-989-51-2331-5
Ano: 2014 / Páginas: 280
Idioma: português

Editora: Chiado Editora


Narrativa em primeira pessoa por Marina, com isso sentimos seus medos, suas crises, suas dúvidas para com as pessoas a sua volta e passamos a fazer parte da vida de Marina, sentimos na pele como foi a primeira crise, todas as etapas e aos poucos vemos Marina se reerguer.

Marina cai em um mar de angustia e medo quando a síndrome do pânico aparece em sua vida, afetando seus relacionamentos, sua rotina, seus estudos, e até sua religião.

No fundo do poço vemos Marina deixar de frequentar faculdade, igreja, entre outros lugares, ela nunca sabe quando a crise vai aparecer, ela só sente que algo está diferente, ela não pode escolher ter as crises em casa em vez de ser quando está dirigindo, ou quando está na faculdade. Com isso tudo, Marina perde o namorado, os amigos e é até mal compreendida pelos familiares.


"Mas hoje penso que a síndrome só afastou de mim as pessoas que não me amavam de verdade: precisamente aquelas de quem eu podia abrir mão."
(pág. 211)



É um sentimento triste que abate o leitor ao acompanhar a vida de Marina, o leitor sente tudo como se fosse com ele mesmo, fiquei abalada com tantos sentimentos por que Marina passa e o que é melhor é o leitor também poder acompanhar a luta de Marina para conviver com a Síndrome, me senti extremamente feliz quando Marina conquista voltar a igreja, a estudar e a encontrar um novo amor.



"Eu era uma chaleira que apitaria cedo ou tarde. Seria bom que alguém abrandasse o fogo."


A escrita de Breno é envolvente, leitura rápida e que conquista a cada página, faz o leitor refletir sobre a Síndrome do Pânico, seus pontos altos e baixos.

Resumindo, é um livro que trata de crescimento emocional, mostra para o leitor que por pior que a vida esteja ainda dá para sorrir, às vezes o sofrimento é inevitável, mas você sempre pode fazer que ele seja menos doloroso.


Leia, você não irá se arrepender!

Beijos



6 comentários

  1. Sou apaixonada por livros que tratam de questões psicológicas e emocionais e fiquei surpresa com esse livro. Não conhecia ainda, mas me pareceu sensível e tocante.
    Tenho pouco conhecimento sobre a síndrome do pânico, mas fiquei altamente curiosa para saber o que se passa na mente da personagem. Acho que histórias assim nos tornam mais humanos, sensíveis e capacitados para dar suporte aos que precisarem de nós.
    Espero ler!
    bjs

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  2. Oi Camila..
    Acho que o livro aborda um tema interessante.
    Vejo as pessoas elogiando por aí.
    Que bom que gostou, Quem sabe eu leia.

    livrosvamosdevoralos.blogspot.com.br

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  3. Nosssaaaa que legal o livro...
    bateu agorinha a vontade de ler
    :c
    #adorei a resenha e sempre tive muita curiosidade sobre o assunto
    beijos enormes

    www.cantodadomino.blogpost.com.br

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  4. Parece ser um livro emocionante, de superação também. Gostei dele, nunca tinha lido nada parecido e não conhecia nada a respeito da síndrome do pânico, então esse assunto atiçou a minha curiosidade. Acho que vou me emocionar com a história da principal, ela praticamente parou de viver por causa disso.

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  5. Eu gosto do gênero, mas não é algo que eu leia com frequência... sei lá, mas a única coisa que me vem à mente quando leio algo do tipo é angustia. Narração e, primeira pessoa é um prato cheio pra fazer com que nos coloquemos no lugar do personagem.

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  6. Parece ser muito bom este livro pelo fato de abordar um mal que é muito comum hoje em dia que é a síndrome do pânico. Muito boa a resenha!
    Beijos

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Ola!
Agradeço pelo comentário!
Beijinhos Carinhosos!