Manoel de Barros - 19/12/1916 - 13/11/2014

em 17 de novembro de 2014






Este ano de 2014 não está sendo muito agradável para a cultura em geral, mais um expoente da nossa faleceu no dia 13 de novembro, um dos mais aclamados poetas contemporâneos Manoel de Barros, aos 97 anos e claro, não poderia deixar de contar um pouco de sua história como forma de homenageá-lo.



Manoel Wenceslau Leite de Barros nascido em Cuiabá, em 19 de dezembro de 1916, advogado e poeta, pertencia  cronologicamente à Geração de 45, mais formalmente ao pós- Modernismo brasileiro, se situando mais próximo das vanguardas européias do início do século e da Poesia Pau-Brasil e da Antropofagia de Oswald de Andrade. Recebeu vários prêmios literários, entre eles, dois Prêmios Jabutis. 

É o mais aclamado poeta brasileiro da contemporaneidade nos meios literários. Enquanto ainda escrevia, Carlos Drummond de Andrade recusou o epíteto de maior poeta vivo do Brasil em favor dele.





Manoel de Barros estreou em 1937 com o livro “Poemas Concebidos sem Pecado”. Sua obra mais conhecida é o “Livro sobre Nada”, publicado em 1996. O Pantanal foi tema frequente em seus poemas.

Cronologicamente vinculado à Geração de 45, mas formalmente ao Modernismo brasileiro, Manoel de Barros criou um universo próprio — subvertendo a sintaxe e criando construções que não respeitam as normas da língua padrão —, marcado, sobretudo, por neologismos e sinestesias, sendo, inclusive, comparado a Guimarães Rosa.

Ele fazia parte da Academia Sul - Mato - Grossense de Letras, onde ocupava a cadeira de nº 1.

Em 2008, o cineasta Pedro Cézar lançou o documentário " Só dez por cento é mentira" que traz entrevista com o autor e artistas que inspiraram sua obra, uma de suas poesias intitulada "Noventa por cento do que escrevo é invenção. Só dez por cento é mentira.", daí o título do filme.

Um dos seus mais belos poemas que eu li, é este abaixo (apenas um trecho devido aos direitos autorais):


Prefácio

Assim é que elas foram feitas (todas as coisas) —
sem nome.
Depois é que veio a harpa e a fêmea em pé.
Insetos errados de cor caíam no mar.
A voz se estendeu na direção da boca.
Caranguejos apertavam mangues.
Vendo que havia na terra
Dependimentos demais
E tarefas muitas —
Os homens começaram a roer unhas.
Ficou certo pois não
Que as moscas iriam iluminar
O silêncio das coisas anônimas.
Porém, vendo o Homem
Que as moscas não davam conta de iluminar o
Silêncio das coisas anônimas —
Passaram essa tarefa para os poetas.





Fontes: Folha de São Paulo, Wikipédia e Revista Bula.



Até a próxima,



12 comentários

  1. Realmente esse ano está complicado nesse sentido. Uma pena.
    Não conheço a obra do autor (quanta ignorância!), mas fico triste por saber que o país perdeu mais um de seus talentosos poetas.
    bjs

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  2. Parabéns pelo post fer... eu tbm estou bastante sentida com a morte com grande poeta
    :f e chorar ver tantas pessoas talentosas nos deixarem nesse ano não é :m mas pelo menos temos consolo que ainda continuaremos lendo suas obras :c
    bjoks enormes

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  3. Grande perda!
    Grande legado!
    Linda homenagem =)
    Beijinhos
    Rizia - Livroterapias

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  4. Oi Nanda...
    Adorei demais o post.
    Este ano muitos poetas e escritos nos deixaram.
    Linda homenagem.

    livrosvamosdevoralos.blogspot.com.br

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  5. Eu confesso que nunca li nada deste autor,
    mas ja ouvi falar muito dele, principalmente na época do colegio,
    uma grande perda a nossa literatura claro.
    Adorei a sua homenagem, beijos.

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  6. Olha, não sou uma apaixonada por poesia, mas é difícil encontrar alguém que não conheça Manoel de Barros. É triste, mas seu legado é eterno.

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  7. Vi a notícia nas redes sociais, lá se vai mais um grande em sua área de atuação. Que pena!

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  8. Este e caro :c ele simplesmente talentosa!
    Conheço algumas obras deles!
    Fiquei muuuito triste com esta noticia tão triste :f
    acabamos de perder uma cara super cheio de talento!

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  9. Oi! Uma grande perda, mas suas obras vão permanecer intactas e durará séculos. O homem morreu, mas o poeta sempre viverá. Amei a homenagem a essa pessoa que deixou uma marca no mundo e que as gerações que virão tenham oportunidade de conhecer suas obras.

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  10. Eu confesso que não gosto muito de poesia e não costumo lê-las, mas sei a tamanha importância que Manoel de Barros teve para a literatura brasileira. Mas o importante é lembrar que ''o homem morreu, mas o poeta sempre viverá'' [frase da Nadja, comentário acima do meu rs]

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  11. Sem dúvida perdemos um grande poeta. Uma pena;
    Bjs, Rose.

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  12. 2014 realmente está levando gênios no mundo todo.
    Perder um tesouro nacional é uma grande tristeza.

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Ola!
Agradeço pelo comentário!
Beijinhos Carinhosos!