Resenha: O Menino dos Fantoches de Varsóvia | @Novo_Conceito

em 7 de julho de 2014







Mesmo diante de uma vida extremamente difícil, há esperança. E às vezes essa esperança vem na forma de um garotinho, armado com uma trupe de marionetes – um príncipe, uma menina, um bobo da corte, um crocodilo... O avô de Mika morreu no gueto de Varsóvia, e o menino herdou não apenas o seu grande casaco, mas também um tesouro cheio de segredos. Em um bolso meio escondido, ele encontra uma cabeça de papel machê, um retalho... o príncipe. E um teatro de marionetes seria uma maneira incrível de alegrar o primo que acabou de perder o pai, o menininho que está doente, os vizinhos que moram em um quartinho apertado. Logo o gueto inteiro só fala do mestre das marionetes – até chegar o dia em que Mika é parado por um oficial alemão e empurrado para uma vida obscura. Esta é uma história sobre sobrevivência. Uma jornada épica, que atravessa continentes e gerações, de Varsóvia à Sibéria, e duas vidas que se entrelaçam em meio ao caos da guerra. Porque mesmo em tempo de guerra existe esperança.






Livro: O Menino dos Fantoches de Varsóvia
Título original: The puppet boy of Warsaw
Autor (a): Eva Weaver
Editora: Novo Conceito
Páginas: 400
ISBN: 9788581634173


A Segunda Guerra Mundial foi palco de atrocidades que alimentam filmes e livros até hoje, claro que o que aconteceu com as pessoas, não devem ser esquecidos, mas acho que já li e assisti tanto sobre isso que estou, não digo saturada, mas estou exigente quanto ao tema.

Este livro me lembrou de O menino do pijama listrado, por recontar a vida no gueto sob o olhar de uma criança, porém tem mais conteúdo, sem tanta ingenuidade.

O livro reconta a ocupação alemã nazista na Polônia, onde pegam os habitantes de surpresa, e começa então um inferno na cidade, obrigam seus moradores judeus a irem com eles a guetos, cada família podendo levar apenas alguns pertences, obrigando-os a separarem de suas famílias inclusive.


A história central é sobre Mika, um garoto de 12 anos, que herda do seu avô, um enorme casaco que em seus bolsos tem vários bolsos internos onde guarda de tudo, inclusive os tais fantoches, tema do livro.  Logo ele começa a fugir de sua realidade terrível da vida nos guetos de Varsóvia utilizando-se dos fantoches, brincando, fazendo teatro para os companheiros de quarto, e isso é o que nos encanta durante a leitura, a esperança das crianças em meio a todo o sofrimento que se encontram.


"Eu tinha 12 anos quando o casaco foi confeccionado. Nathan, nosso alfaiate e bom amigo, o cortou para vovô na primeira semana de março de 1938. Foi o último ano de liberdade para Varsóvia e para nós."


Num dia, quando Mika voltava para casa, viu soldados maltratando uma garota judia e decidiu distraí-los com seus fantoches e Max, um dos soldados, adorou a apresentação e passou a obrigá-lo a se apresentar com frequência para os soldados nazistas.

Por diversas vezes relembrei de filmes como O pianista e A vida é bela (este pelo surrealismo) durante essa leitura, mas não nego que a autora foi muito criativa, pois nunca li nada parecido que ocorreu durante este período e ela foi ótima ao abordar sobre a URSS, o que trouxe uma novidade, já que geralmente os autores se fixam no que aconteceu aos judeus durante este período da História.


“A companhia dos fantoches nos ajudava a esquecer o mundo adulto por alguns momentos. Um mundo onde as pessoas criavam coisas feias, como um gueto para judeus. Um mundo onde não conseguíamos entender.”


O livro é dividido em três partes, A história de Mika, A Jornada do Príncipe e Voltando para Casa. Na primeira parte do livro, reconta toda história do Holocausto e o que a família de Mika sofreu, na segunda parte é o que aconteceu com Max, o soldado que levava Mika a se apresentar para o quartel, achei a melhor parte do livro, onde conta sobre sua prisão pelos russos e sobrevivência até conseguir fugir da Gulag na URSS, onde foi a vez dele passar pelo que Mika e os judeus passaram, já que a Gulag eram os campos de concentração para presos tão duras quanto as dos nazistas na época, e a terceira parte conta o que aconteceu após o fim da guerra, e como Mika sobreviveu, sobre seus netos e os de Max.

Achei importante ter essa versão sobre os soviéticos no livro, já que em geral, só lemos sobre a Alemanha nazista, enquanto durante a Segunda Guerra existiram outros campos de concentração terríveis tanto quanto os que os alemães criaram, e todos os povos sofreram e morreram nestes campos, como os da Gulag por exemplo, e tiveram os japoneses também... uma dica, para quem quer se aprofundar no tema, saindo do nazismo é ler A vida em tons de cinza e O império do sol (inclusive tem o filme de Steven Spielberg).

O livro é bem escrito, simples e sensível, a narrativa flui bem e não é cansativo apesar da história ser densa.

Apesar de ter gostado da leitura, algumas vezes foi bem surreal, mas enfim, este é o primeiro livro da autora, agradará aos amantes de um bom drama e é claro, aos que gostam de histórias sobre a Segunda Guerra Mundial.


Até a próxima,




7 comentários

  1. A história me conquistou. temas intensos, principalmente que falam da primeira guerra mundial me fascinam. Outra coisa que amo são os fantoches e se tem na história vou adorar saber mais sobre eles. Beijos.

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  2. Eu nao tinha visto desta livro em nenhum outro site cara . Primeira vez que vejo ! A capa me lembra um pouco ''O menino do pijama listrado'' pois tem coisa iguais hihii . Mas a historia tem ate pouco haver pois falar sobre o nazismo que algo que me chama super atenção ate porque na feira de ciencia eu falei sobre ele !

    Blog Maluco ///// http://b-maluco.tk/

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  3. Hummm não gosto muito de livros no ponto de vista de uma criança e de livros que se passam na Segunda guerra Mundial sabe, muito triste :/ então acho que não vou ler

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  4. Oi, Nanda
    Adoro livros que falam sobre a Segunda Guerra Mundial. Depois de ler a sua resenha, fiquei super curiosa para ler esse livro, pois parece ser bem tocante.

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  5. Mesmo eu também fazendo algumas comparações com "O menino do pijama listrado" esse livro é bem mais surpreendente na minha opinião.
    E faço das suas as minhas palavras,sobre a importância do autor não se focar apenas na Alemanha Nazista,mas também na URSS,que compartilhava a mesma crueldade.
    A capa do livro é muito linda, e vale a pena a leitura.
    beijos!

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  6. Achei a capa bonita e a sinopse bem interessante. Sua resenha aguçou ainda mais minha curiosidade pra ler esse livro. Eu gosto de ler histórias que se passam na 2ª guerra mundial, geralmente as histórias são muito emocionantes. Quero muito ler!
    Beijos!!

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  7. Este comentário foi removido pelo autor.

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Ola!
Agradeço pelo comentário!
Beijinhos Carinhosos!