Feliz Natal e um Próspero Ano Novo!!

em 24 de dezembro de 2013




Oi meus amores, como estão às preparações para as festas?!


Aqui está a mil por hora, sempre tem alguma coisa de ultima hora para fazer... Então gostaria de agradecer a vocês leitores do Daily of Books Mila, por estar sempre presente mesmo que com as sumidas que eu dou de vez em quando. Pela amizade e o carinho!!


Desejo um Feliz Natal Maravilhoso para todos e um Próspero Ano Novo, que 2014 seja recheado de realizações, felicidades e Amor!


Eu Adoro passar meu tempo com Vcs!!



E nos vemos em 2014 com muitas Novidades e Resenhas!!






Morangos Mofados - Caio Fernando Abreu

em 22 de dezembro de 2013


Autor: Caio Fernando Abreu
Editora: Agir
Categoria: Literatura Nacional / Contos e Crônicas

Nesta obra, Caio Fernando Abreu apresenta fascinantes contos que mostram a fé fundamental que iluminou o projeto libertário da contracultura. A fé que orientou sonhos e que se define com a ‘grande recusa’ da sociedade tecnocrática pelo flower power ao som dos Beatles e dos Rolling Stones.
"Os contos de "Morangos Mofados" mostram a fé fundamental que iluminou o projeto libertário da contracultura. A fé que orientou o sonho cujo primeiro grande impulso vem dos 'rebeldes sem causa' de Elvis e Dean; que se define em seguida com a 'grande recusa' da sociedade tecnocrática pelo flower power ao som dos Beatles e dos Rolling Stones; e que ganha, de forma inesperada, uma nova e mágica força no momento em que Lennon declara dramaticamente: o sonho acabou.
Os "Morangos Mofados" têm uma irresistível atualidade. Modificando caminhos percorridos, põem em cena uma possível pontuação para essa história, ou, como esclarece o conto 'Os companheiros': 'Uma história nunca fica suspensa, ela se consuma no que se interrompe, ela é cheia de pontos finais." Heloisa Buarque de Holanda






[...] tem coisa mais autodestrutiva do que insistir sem fé nenhuma?” (p.14)




O autor Caio Fernando Abreu me conquistou desde que comecei a participar da comunidade Prazeres Amelie Poulain do Orkut, de tanto o pessoal postar suas citações acabei caindo nas graças de seus livros. 

Morangos Mofados tive o prazer de ganhar de aniversário de uma dessas participantes ativas dessa comunidade, a Isa Campos.

Sou grata a ela por me apresentar esse livro. Gente, que leitura mais extasiante!

O autor é extremamente humano, nos toca no fundo da alma e é impossível não nos identificarmos em várias passagens do livro.

São dezenove contos entre verídicos e ficcionais em que o autor nos apresenta sua versão sobre vários casais diversificados, e suas angustias, paixões e amizades.

Escrito de maneira melancólica e sentimental, por diversas vezes fiquei meio deprimida e cheguei às lágrimas, pois as histórias são cativantes e lembram nossas relações familiares e amorosas, é um livro bem realista.

“[...] qualquer coisa como seria tão bom se pudéssemos nos relacionar sem que nenhum dos dois esperasse absolutamente nada, mas infelizmente, insistirás, infelizmente nós, a gente, as pessoas, têm, temos - emoções. Meditarias: as pessoas falam coisas, e por trás do que falam há o que sentem, e por trás do que sentem há o que são e nem sempre se mostra. Há os níveis não formulados, camadas imperceptíveis, fantasias que nem sempre controlamos, expectativas que quase nunca se cumprem e sobretudo, como dizias, emoções. Que nem se mostram.” (p. 85)


Para ler e reler!



O autor:




Caio Fernando Loureiro de Abreu (Santiago, 12 de setembro de 1948 — Porto Alegre, 25 de fevereiro de 1996) foi um jornalista, dramaturgoe escritor brasileiro.

Apontado como um dos expoentes de sua geração, a obra de Caio Fernando Abreu, escrita num estilo econômico e bem pessoal, fala de sexo, de medo, de morte e, principalmente, de angustiante solidão. Apresenta uma visão dramática do mundo moderno e é considerado um "fotógrafo da fragmentação contemporânea". ( fonte: Wikipédia)


No site Educar para Crescer, consta entre os 100 melhores livros do Brasil, e é o 4º livro de contos que o autor escreveu e foi publicado em 1982, porém retrata muito a atualidade.

Entre dores, angústias, fracassos, encontros e desencontros, esperanças, enfim, milhões de sentimentos misturados, costurados como a uma colcha de retalhos a formar um enorme mosaico de emoções que marcou uma época. E ainda continua a identificar gerações e gerações que se sucedem após o lançamento da obra.


Bjus,

Fernanda

Resenha Paperboy

em 20 de dezembro de 2013
Paperboy

Hillary Van Wetter foi preso pelo homicídio de um xerife sem escrúpulos e está,agora, aguardando no corredor da morte. Enquanto espera pela sentença final, Van Wetter recebe cartas da atraente Charlotte Bless, que está determinada a libertá-lo para que eles possam casar.
Blesse tentará provar a inocência de Wetter conquistando o apoio de dois repórteres investigativos de Miami: o ambicioso Yardley Acherman e o ingênuo e obsessivo Ward James.
As provas contra Wetter são inconsistentes e os escritores estão confiantes de que, se conseguirem expor Wetter como vítima de uma justiça caipira e racista, sua história será aclamada no mundo jornalístico.
No entanto, histórias mal contadas e fatos falsificados levarão Jack James, o irmão mais novo de Ward, a fazer uma investigação por conta própria.  Uma investigação que dará conta de um mundo que se sustenta sobre mentiras e segredos torpes.
Paperboy é um romance gótico sobre a vida aparentemente sossegada das cidades do interior. Um thriller tenso até a ultima linha, que fala de corrupção e violência, mas que, ao mesmo tempo, promove uma lição de ética.










Paperboy

Autor: Pete Dexter
Editora:Novo Conceito 
ISBN: 9788581632186
Páginas: 336


"Não existem homens íntegros"







Você deseja esquecer uma história de amor açucarada?


Então, apresento-lhes Paperboy, uma história de amor gótico com conceitos divergentes de amor costumeiros que encontramos ultimamente abordados nos livros; o enredo se passa no sul da Flórida durante o final dos anos sessenta, que nos conta a história de dois irmãos Jack e Ward James, que buscam meios de inocentar o prisioneiro Hillary Van Wetter, que espera julgamento no corredor da morte depois do assassinato do xerife local há alguns anos atrás.



" {...} Havia um aspecto predatório na maneira em que eles pousavam nas pessoas – esperando alguma coisa acontecer observando,um minúsculo interesse finalmente se expressando,como um sorriso que se abria lentamente enquanto ele encontrava aqueles lugares pequenos dentro de você,lugares onde ele nunca teria o direito de entrar."
O livro é narrado por Jack James, que há poucos meses foi expulso da universidade, e volta a sua cidade para trabalhar como entregador de jornal de seu pai. Enquanto, o seu irmão Ward acaba de escrever um artigo que foi aclamado pela crítica e agora os seus editores não pretendem desperdiçar a chance de ganhar um importante para o jornal; o que acarreta Ward a voltar a sua cidade acompanhado do retador Yardley Acheman, para investigar a condenação de Hillary Van Wetter, ele aceita trabalhar como motorista para os dois, se juntando às investigações.


"{...}- Você ainda não viu o que acontece quando se tem razão, Jack - disse ele. - Quando compreende as coisas exatamente como elas são...- O que acontece, então? - perguntei.Ele sorriu pra mim, com o queixo engordurado brilhando.- Faz com que seja possível suportar a situação - disse ele. E por um momento, tive a impressão que sua voz estava vindo da enfermaria.- É impossível saber quem uma pessoa é, exatamente - eu disse, e aquilo pairou sobre a mesa, entre nós, por um longo período."

A narrativa metalinguística optada por Peter Dexter exibe um novelo de mentiras presentes no jornalismo e uma critica bem feita a este mundo, onde mostra que não importa a noticia e sim o modo que é contada aos leitores. O ato de escrever é questionado apresenta à manipulação dos jornais as massas populares.

"– O melhor e mais importante jornalismo que existe - disse ele - conforta quem se sente aflito e aflige quem se sente confortável.


Os personagens possuem diferentes “obsessões” seja a hierarquia machista dos parentes de Van Wetter ou a paixão inconsequente de manter contatos com criminosos ou ter atração por mulheres mais velhas. Fez com que a história fosse transformada em uma leitura interessante e nos permite fugir um pouco de romance adocicado.


"“Ward não tinha talento para o diálogo, nunca encontrou uma maneira de dizer as coisas que sentia. Era como se até mesmo gestos comuns – um sorriso, um movimento de cabeça – não se encaixassem, ou, talvez, fossem imprecisos demais para a natureza exata e literal de sua mente. Ele se mantinha afastado, a uma distância que ninguém poderia cruzar.”


Em suma, o livro serve como critica, ao menos no meu ponto de vista, a diferentes níveis de relações sociais seja ela opção sexual ou o mundo jornalístico, vale ressaltar que a obra contém cenas pujantes de agressões físicas, o que pode desagradar alguns leitores, então tenho dito o livro é sim de qualidade e uma boa opção para aqueles que gostam de inovar,com certeza é uma obra que merece ser lida. 

Beijos!

Resenha Wayne de Gotham

em 19 de dezembro de 2013




Wayne de Gotham 
Tracy Hickman - 270 páginas - Fantasy Casa da Palavra 
Por trás de toda máscara existe um homem de verdade. Ainda criança, Bruce Wayne testemunha o assassinato dos pais – e o mistério sobre o motivo o impulsiona a fazer uma busca pelo seu passado. É quando descobre um diário secreto de seu pai Thomas, um médico rebelde que parece finalmente revelar o seu lado obscuro. Sua identidade é seriamente abalada quando um convidado levanta, inesperadamente, questões sobre o evento que acabou com a vida de sua amada mãe e seu admirável pai – caso que provocou para sempre sua vontade insaciável de proteção e vingança. Para descobrir a história real da família, Batman precisa confrontar o antigo inimigo, como o perverso Coringa, seu próprio mordomo Alfred, além do passado que assombra o Asilo Arkham, para assumir o novo fardo de um legado sombrio. Muito mais próximo dos filmes de Burton e Christopher Nolan e das HQs de Frank Miller do que dos seriados de TV dos anos 1960. Um olhar imaginativo sobre o lado humano do icônico super-herói criado por Bob Kane. TRACY R. HICKMAN é um autor mais conhecido por seu trabalho com Margaret Weis em "Dragonlance". Também escreveu a trilogia Darksword, o Death Gate Cycle, e a trilogia Sovereign Stone e atuou como designer de RPG's para a TSR, Inc. 






Logo no Prólogo presenciamos a dura criação de Thomas Wayne, pai de Batman, Patrick Wayne não é muito amistoso e chega a fazer criticas quando ao filho ser meio nerd.


“-Acha que aqueles quadrinhos irão mantê-lo vivo em Gotham City? Lá fora é matar ou morrer, não é como aquele mundo em quadrinhos em que você vive! E você hoje vai aprender a matar, filho. Você irá matar alguma coisa!”


É muito bom quando o autor tem o poder de te sensibilizar com algumas passagens no livro e isto aconteceu comigo, este livro foi uma surpresa para mim.

Wayne de Gotham não está focado somente na vida de Batman, claro que vemos algumas brigas, violência, lutas como estamos acostumados a ver nos filmes, mais neste livro o autor foi além, ele nos trouxe um passado e não somente o passado de Batman mais de gerações dele.

Conhecemos as intrigas de Jarbas, Patrick e a morte dos pais de Batman, pois com a morte deles Batman busca respostas e ele irá encontrar muito mais do que espera, surpresas quanto a sua família, e até mesmo quanto ao famoso mordomo Alfred.

Não posso dizer que sou fã deste super herói, na verdade ele para mim é o que menos chama atenção, tanto é que não faço questão de ver os filmes.

Admirei o trabalho do autor, achei original e criativo, gostei de saber mais um pouquinho de Batman e sua história, talvez um fã dos filmes e do próprio super herói irá gostar mais do livro.

Outro ponto a comentar é a capa, mesmo singela ela chama atenção, não imaginava que o preto e amarelo combinasse tão bem, a diagramação é simples, uma folha preta e os capítulos com o famoso símbolo.



No meu leitor Virtual

em 18 de dezembro de 2013


Não sei se vocês sabem mais tenho um Kobo e além deste lindo leitor também tenho um aplicativo do Kindle, então vou dar uma dica de um conto que li recentemente e pretendo vez ou outra trazer novidades sobre minhas leituras virtuais, este conto eu comprei na Amazon.

Hoje vamos conhecer Solstício – O nascimento do Sol, comprei este e-book porque amo histórias que envolvem bruxaria e claro eu me encantei com está linda capa. Além disso tudo acho que não é surpresa para ninguém que amo os livros da Pat e sempre que posso leio um.







Vamos conhecer um pouco mais de Solstício.

Neste conto conhecemos Jamila, ela é a melhor aspirante de Hermes Trismegistu que nada mais é do que um Instituto de Magia e Alquimia, fora do Instituto é proibido o uso de magia e por isso neste conto não se vê muita magia e sim uma bela história de amor.

Jamila tinha um gato persa de estimação e quando ela descobriu que este gato na verdade era um bruxo amaldiçoado, ela ficou bem abalada e confusa, imagine só você não se importando com um simples gato e fazendo o que bem entende e na verdade este gato é um homem.

Kolia passou 20 anos como gato e viveu esse tempo todo na família de Jamila, sendo mimado e paparicado por todos os que moram lá, inclusive Jamila, ele é Nikolai Donskoi e tem todas as características para fazer nosso coração bater mais forte, Donskoi também é sarcástico e possui um olhar frio, porém é apaixonado por Jamila, será que Jamila gosta de Donskoi? O que Donskoi será capaz de fazer para conquistar e provar o seu amor por Jamila?

Sempre tem autores que se destacam a um leitor e a Pat é uma delas para mim, foi uma das minhas primeiras autoras parceiras e seus livros/Contos tem o poder de me fazer viajar, Pat tem os ingredientes perfeitos para que eu devore um livro. Com este conto foi diferente, pois além de devorar eu fiquei doida para ler mais, então aí vai querida autora, por favor, quero saber mais sobre Donskoi, quero um livro ou conto de quando ele foi amaldiçoado e como ele foi parar na família de Jamila e quero ler sobre sua convivência com eles.


E para quem quiser ler este Conto, ele está a venda na Amazon por apensas R$ 1,99, se embale no clima natalino e conheça um pouco mais sobre a tradição do Solstício.


News Editora Arqueiro

em 17 de dezembro de 2013












Olhem o que a Editora Arqueiro preparou para janeiro?
Com lançamento previsto para 14 de Janeiro, os fãs da saga do Tigre não podem perder está novidade, eu estou doida para ler este livro e quero que chegue o dia do lançamento logo.

Confiram Capa, Sinopse, e um pouco sobre a autora. 




Antes do alvorecer do século XX, um trio de irmãs chegará a idade adulta, todas bruxas. Uma delas terá o dom da magia mental e será a bruxa mais poderosa a nascer em muitos séculos: ela terá poder suficiente para mudar o rumo da história, para suscitar o ressurgimento do poder das bruxas ou um segundo Terror. Quando Cate descobre esta profecia no diário de sua mãe, morta há poucos anos, entende que precisa repensar seus planos. Qual será a melhor opção: servir a Irmandade, longe dos olhos vigilantes dos Irmãos Caçadores de Bruxas, aceitar uma proposta de casamento que lhe garanta proteção e segurança ou abandonar tudo e viver um grande amor proibido?

Prepare-se para se encantar com os jovens pretendentes de Cate, abominar o ódio e a repulsa que os Irmãos dedicam a meninas e mulheres, e aguardar ansiosamente pela sequência de As Crônicas das Irmãs Bruxas.

Este é o primeiro volume da trilogia As Crônicas das Irmãs Bruxas. “Uma história tão cativante que você não vai querer que ela termine.” – Andrea Cremer, autora da série Nightshade






Jessica Spotswood cresceu em uma cidade no interior da Pensilvânia, onde podia ser vista nadando, tocando clarineta, ensaiando para as peças da escola ou, principalmente, com o nariz enfiado nos livros. Escreve desde pequena, mas acabou se formando em artes cênicas. Mora em Washington com o marido dramaturgo e um gato chamado Monkey.



Visite seu site: www.jessicaspotswood.com




O Book trailer está instigante apesar de não ter legenda!!
Adorei!! Desejo!!





Confiram outras capas.. Qual a mais bonita?!





Resenha Esconda-se

em 16 de dezembro de 2013


Esconda-se
Detetive D.D Warren - Livro 2

Uma mulher que foi obrigada a fugir — desde criança— de uma possível ameaça. Uma ameaça que seu pai via em todo lugar, mas que a polícia nunca considerou. Um antigo e desativado sanatório para doentes mentais que pode ter muito mais a esconder entre suas paredes do que homens e mulheres entorpecidos por remédios. Uma história de rancor entre membros de uma mesma família que nunca conseguiram superar os episódios de violência doméstica que presenciaram. Um pingente que foi parar em mãos erradas — e a cena de um crime brutal: seis meninas mortas e mumificadas há mais de trinta anos. Agora, cabe à famosa detetive D.D. Warren descobrir quem foi o serial killer que cometeu esta atrocidade e que motivação infame deformou sua mente. Acompanhe D.D. Warren na solução de mais este complexo caso e encontre o inimaginável que está por trás de pessoas aparentemente comuns! 











Esconda-se

Autor:Lisa Gardner
Editora:Novo Conceito
Páginas:400


A família é um sistema









Extasiada. Acho que isto explica como estou até agora com a conclusão do livro. Porque ainda estou  com aquela sensação de alegria mesclada com espanto, em razão da resolução do caso.  A criação impecável  do enredo e os diálogos consistentes, e muita das vezes bem humorados, compõem uma obra empolgante e bem escrita, num contraste de mistério e romance que projeta uma justaposição de tirar o fôlego dos leitores.  

" {...} – Você não precisa gostar do sistema – ele me explicou. – Não precisa acreditar nele nem concordar com ele.Mas precisa compreendê-lo.Se conseguir compreender o sistema,vai sobreviver."

Em Esconda-se, temos o prazer de acompanhar a detetive D.D. Warren na resolução de um caso desumano e nocivo, seis meninas que foram encontradas mortas em um poço subterrâneo, nas proximidades de um antigo hospital psiquiátrico. O cenário macabro composto na cena do crime descobre-se que as meninas foram mumificadas e colocadas em estantes para assim o assassino pudesse admira-las  em seu covil mórbido.

" {...} A verdade o libertará.

O fator intrigante é os assassinatos aconteceram há mais de trinta anos e possuem características de um crime que marcou o país nessa mesma época, quando a jovem Catherine foi sequestrada por um maniaco e posta num poço subterrâneo, e por sorte fora resgatada em razão de caçadores no local e assim conseguiu escapar. Será que a alguma uma ligação entre os dois crimes?

"{...} Seu cérebro era um redemoinho hiperativo de imagens.Aquelas seis menininhas, rostos pressionados contra os sacos de lixos transparentes.Velhas fotos de Catherine aos 12 anos de idade, com o rosto afundado pela fome e os olhos com pupilas gigantescas depois de ter passado um mês sozinha no escuro." - pág.74.   


Nesse meio tempo, conhecemos Anabelle Granger, uma mulher que não aguenta mais se esconder, e que tem medo apesar de tantos anos. Quando ela tinha apenas sete anos de idade, seu pai fez toda a família fazer as malas e embarcar numa fuga insana fazendo-os assumir identidades falsas e não criar vínculos por com as outras pessoas. As marcas desses anos fugindo de algo que, para Anabelle, nunca foi concreto e deixou medos e tramas em seu coração; o que a levou a não ter amigos e nunca se apaixonar, em razão do medo inconsequente que seu pai plantou em si. Entretanto, quando ela está quase convencida que seu pai era um paranoico, ela é surpreendida por um acontecimento e que talvez há algo mesmo para temer-se.

" Ele me tinha nas mãos e nós dois sabíamos disso.A curiosidade matou o gato, lembrei a mim mesma. Mas a verdade era que um chamariz poderoso demais." - pág.365.

A história nos leva por vielas entre os assassinatos e as revelações expostas em cada página, onde cada nome e crime cometido há mais de trinta anos fornecem informações imprescindíveis  às investigações deste caso; que promete faze-lo repensar suas opiniões sobre as questões da família. Até se pode ir em nome de sua família? Até onde se deve ir por alguém que você ame? A escritora Lisa Gardner teceu  graciosamente e perfeição um mistério avassalador apresentado nas linhas das paginas desta obra, nos levando a histórias sobre conflitos familiares e segredos nefastos.Para aqueles que buscam uma aventura deverá embarcar neste livro, pois a autora será a sua capitã até o desfecho eletrizante até a ultima página.


Beijos! 





Lolita - Vladimir Nabokov

em 15 de dezembro de 2013











Lolita é um dos mais importantes romances do século XX. Polêmico, irônico, tocante, narra o amor obsessivo de Humbert Humbert, um cínico intelectual de meia-idade, por Dolores Haze, Lolita, 12 anos, uma ninfeta que inflama suas loucuras e seus desejos mais agudos.
A obra-prima de Nabokov, agora em nova tradução, não é apenas uma assombrosa história de paixão e ruína. É também uma viagem de redescoberta pela América; é a exploração da linguagem e de seus matizes; é uma mostra da arte narrativa em seu auge. Através da voz de Humbert Humbert, o leitor nunca sabe ao certo quem é a caça, quem é o caçador.










Autor: Vladimir Nabokov
Editora: Objetiva
Número de Paginas : 392
Categoria: Literatura Estrangeira / Romance




“Pela manhã ela era Lô, não mais que Lô, com seu metro e quarenta e sete de altura e calçando uma única meia soquete. Era Lola ao vestir os jeans desbotados. Era Dolly na escola. Era Dolores sobre a linha pontilhada. Mas em meus braços sempre foi Lolita.”
- Página 11



Adoro livros clássicos, e por mais que a proposta de Lolita seja polemica eu queria muito conhecer, e não me arrependi. Não nego que por vezes é uma leitura indigesta e meio chocante e não é de forma alguma de mal gosto ou até mal escrita.

O livro foi escrito em 1955 pelo escritor russo Vladimir Nabokov e o filme recebeu indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado em 1962 pelo mestre Stanley Kubrick.

Lolita é uma menina de 14 anos, filha da esposa do protagonista que logo no inicio falece, então ele acaba nutrindo por ela um amor bem diferente de um relacionamento entre pais e filhos, ele acaba se apaixonando obsessivamente por ela.

A menina ainda saindo da pré-adolescência acaba provocando essa obsessão de todas as formas de uma maneira bem diabólica, apesar de controverso, não explora a pedofilia gratuitamente, é um livro adulto e feito para reflexão. Principalmente entre os limites saudáveis entre adultos e crianças, e mesmo adolescentes nós,  como adultos, temos a obrigação por zelar por eles!

“O que me leva à loucura é a natureza dupla desta ninfeta – talvez de todas as ninfetas; essa mistura, em minha Lolita, de  uma infantilidade terna e sonhadora com uma espécie de estranha vulgaridade, derivada dos rostinhos atrevidos que aparecem nos anúncios e nas fotos de revista, das rosadas imagens de criadinhas adolescentes na Inglaterra “[...] – Página 46

O professor Humbert, apesar de pedófilo pervertido, ama Dolores, sua Lolita, e tenta fazer a relação dar certo, mas ela faz o que bem entende e se aproveita de todas as formas de seu protetor, fazendo gato e sapato muitas vezes maleficamente e proposital. Lolita não é uma menina ingênua, ela é bem amadurecida na historia, já tendo vivenciado outros relacionamentos como ela mesma descreve ao seu então guardião e amante.

O vocabulário e maneira de escrita do autor são os pontos positivos, mesmo querendo parar por diversas vezes devido a temática, eu insisti e como disse anteriormente não me arrependo, não é a toa que é um considerado um clássico, pois é atemporal. O livro pode ser pesado e triste, mas compensa pela qualidade do autor e principalmente pela sua visão, que de forma alguma é ofensiva.

Assisti os dois filmes baseados no livro, e são bons também, valem a conferida para aprofundar o conhecimento na leitura, como um complemento mesmo. Mas não recomendo ver com preconceitos e mente fechada, é necessária certa maturidade e maior conhecimento das obras do autor para conseguir sua compreensão.

”Eu te amei. Era um monstruoso pentápode, mas como te amava. Era desprezível, brutal, torpe – tudo isso e muito mais, mais je t’aimais, je t’aimai! E houve momentos em que sabia como você se sentia, e era um inferno sabê-lo, minha menina querida. Minha pequena Lolita, minha corajosa Dolly Schiller!” – Página 288


Espero que gostem, até a próxima,



Bjus,



Fernanda


Resenha Anjos À Mesa

em 13 de dezembro de 2013


Anjos À Mesa 
Debbie Macomber - 224 páginas - Novo Conceito 


Shirley, Goodness e Mercy sabem que o trabalho de um anjo é interminável — especialmente na véspera do Ano-novo. Ao lado de seu novo aprendiz, o anjo Will, elas se preparam para entrar em ação na festa de fim de ano da Times Square. Quando Will identifica dois solitários no meio da multidão, ele decide que a meia-noite será o momento perfeito para dar aquele empurrãozinho divino de que eles precisam para acabar com a solidão. Então, por “acidente”, Lucie Ferrara e Aren Fairchild esbarram-se no meio da alegria da festa, mas, assim como se aproximam, acabam se perdendo: um encontro marcado que não acontece os afasta pelo resto da vida. Ou será que não? Um ano depois, Lucie é a chef de um novo e aclamado restaurante, e Aren é um colunista de sucesso em um grande jornal de Nova York. Durante todo o ano que passou, os dois não se esqueceram daquela noite. Shirley, Goodness, Mercy e Will também não se esqueceram do casal... Para uni-los novamente, os anjos vão usar uma receita antiga e certeira: amor verdadeiro mais uma segunda chance (e uma boa dose de confusão), para criar um inesquecível milagre de Natal.




Em Anjos à Mesa conhecemos primeiramente os anjinhos atrapalhados Shirley, Goodness e Mercy, eles têm como aprendiz o anjo Will e na primeira noite que resolvem mostrar os humanos para ele já arrumam confusão.

Assim na grande noite de Ano Novo Will resolve dar aquele empurrão em duas almas solitárias em plena Times Square, um beijo acontece e uma atração excepcional acontece, porém não era a hora de Lucie e Aren se conhecerem e depois deste noite eles perdem o contato.

E no decorrer de um ano eles ainda pensam um no outro, gerando dúvidas, tristezas, ansiedade e esperança de se reencontrarem.

Gabriel o anjo chefe os chama para dar uma missão, acertar o erro do passado e fazer essas duas almas se reencontrarem, mais o problema é que apesar da boa vontade desses anjinhos eles acabam tomando certas atitudes que em vez de ajudar acaba por atrapalhar mais ainda.

Em alguns momentos dava vontade de sacudir esses anjinhos, pois cada um tem uma personalidade e pensam de determinada maneira, tomando atitudes que só causam mais problemas, mais eles só queriam ajudar.


É um livro divertido e descontraído, serve muito bem depois daquela ressaca literária.

A narrativa é gostosa e alternada por alguns personagens, o único ponto que pode não ser necessariamente negativo é que tudo acontece rápido demais, assim como em O amor mora ao lado, talvez seja o estilo da autora.

Eu gostei muito dos nomes dos anjos, e logo no principio descobrimos que este livro surgiu por sugestão de uma leitora e foi muito legal da parte da autora atender ao pedido e ainda nos mostrar todo esse carinho com os fãs.

Beijos Mila




Filme Um Porto Seguro

em 12 de dezembro de 2013



Olá, pessoal!

Eu não sei se alguns de vocês sabem, mas eu sou simplesmente apaixonada por livros de suspense, principalmente os livros de Harlan Coben, e está semana tive a oportunidade de ler Esconda-se, de Lisa Gardner, e me encantei com a narrativa e, totalmente indico este livro para todos que procuram emoção e aventura. Sem mais delongas, vamos ao filme.



Um Porto Seguro

Nome original: Safe Haven
Gênero: Romance, Drama.
Duração: 115 minutos

Elenco: Julianne Hough, Josh Duhamel, Cobie Smulders, Irene Ziegler, Jon Kohler, Tim Parati, David Lyons, Giulia Pagano, Juan Piedrahita, Red West.

Sinopse

Quando uma jovem mulher misteriosa chamada Katie (Julianne Hough) se muda repentinamente para a pequena cidade de Sourtport, localizada na Carolina do Sul, seus novos vizinhos questionamentos  começam a serem levantados sobre o seu passado que a trouxe até a cidade.
Bonita, mas discreta. Ela evita qualquer tipo de relação pessoal com os outros habitantes da região até uma serie de eventos que levam-na a duas pessoas cativantes: primeiro, com Alex (Josh Duhamel), um homem gentil, viúvo que faz de tudo para acolhe-la nesta nova fase da sua vida e pai de dois filhos, Lexie e Josh, a outra é uma mulher amigável e franca chamada Jo (Cobie Smulders) que se denomina como a sua única vizinha,que se torna a sua fiel conselheira.
Apesar de reservada, Katie decide esconder os seus medos e desfazer das suas defesas por um tempo, permitindo assim criar relações de amizades nesta comunidade solicita, quando Katie começa nutrir sentimentos por Alex e por sua família cada vez mais intensos. No entanto, quando ela percebe que está se apaixonando, Katie se depara com o seu segredo assombroso que a forçou a cruzar o país para assim encontrar a pacata cidade de Sourtport.
Com a ajuda da amistosa e persistente de Jo, Katie tem que fazer uma escolha: Uma vida temporária de fugas do seu passado aterrador? 
Ou a oportunidade de conhecer o amor que é na verdade o seu único lugar seguro.









A princípio, eu pensei que o filme seria fiel ao livro - como eu sou tola em pensar isto - com o desenrolar da trama as coisas começaram a entrar num fluxo constante de suspense e drama, o que não esperava a parte do suspense mais graças aos roteiristas do filme optaram por está abordagem do livro no cinema, o que não gostei muito. Entretanto, eu já tinha lido o livro e não contava que já nas primeiras cenas ficaria totalmente perdida.


Enfim, a história é simplória e bem conhecida pelo menos no inicio, Katie está fugindo de alguns policiais, e acaba ficando na cidade aconchegante de Soutport e então conhece o dono de uma loja simpática chamado Alex, ele tem dois filhos muito fofos, Lexie e Josh.




Está família solista está tentando seguir em frente depois da morte da esposa que foi diagnosticada com leucemia e por está razão chegara ao óbito; Alex é um pai responsável e tentar recomeçar a vida. Quando conhece a mais nova habitante da cidade, Katie, se ver encantado por sua beleza e modo carinhoso que trata os seus filhos. Mas, Katie parece repudiar qualquer laço pessoal com todos os outros habitantes da cidade. Aos poucos, Katie engata um romance com Alex e quando tudo parece bem, ele descobre que Katie é na verdade Erin que é suspeita de assassinato.


Eu li m algumas criticas que diziam que a produção repetira uma determinada cena do filme "Diário de uma Paixão", mas como eu não tive a oportunidade de assisti-ló e muito menos li a obra, então não dei tanta importância a este detalhe.


No meu ponto de vista, eu esperava mais. O filme é bom, eu admito isto. Todavia, o livro exibe com ênfase o drama da Katie, que na verdade não é uma assassina e sim uma mulher que está fugindo do esposo maníaco que é um policial que vai fazer de tudo para tê-la de volta. Ele a agredi de todas as formas verbalmente e muitas das vezes fisicamente, na obra explica detalhadamente como a Katie arquitetou a sua fuga, como o Kevin, é doente e violento que a mantem presa dentro de casa e até a impede de dá um simples telefonema. E como sempre busca motivos estúpidos para cometer alguma, agressão em Katie. - Não é o mesmo tipo de "agressão", que um certo milionário controlador pratica e conseguiu conquistar os corações das mulheres pelo mundo afora, menos o meu é claro. Para quem ainda não compreendeu a mensagem , ai vai a deixa, enquanto escrevo está resenha o céu ficou tingido de diversas tonalidades de cinza e a minha "deusa interior" diz que eu não vou gostar muito disso, mas tudo bem.



Vocês viram que eu não sirvo muito para indiretas, né?! Deixando de lado o meu devaneio fora de contexto, vamos continuar. Eu queria ver no filme a realidade de uma mulher que sofre violência domestica que muita das vezes crê que tudo que  lhe acontece é porque merece e que sente culpada por tudo. O que não é verdade. Este tipo de assunto parece em muitas novelas, mas raramente é documentado nas telonas, principalmente em uma produção hollywoodiana. 


O que  me tirar do sério, é que a sociedade aparenta tratar está violência com uma certa "normalidade" o que me assusta ainda mais, afinal tenho certeza que todos conhecem ou já ouviram falar de uma ou mais histórias sobre mulheres que já sofreram muito nas mãos dos seus companheiros, que no inicio ele não era violento até carinhoso. E, depois se tornou um monstro abominável.


Eu desejava assistir uma Katie forte, com fibra e determinada, que pudesse representar o sofrimento e a solidez das mulheres maltratadas pelo mundo afora, aquela mesma Katie que ficou meses buscando um meio de sair daquele pesadelo para depois encontrar o amor nos braços do  carismático Alex. Não sei se foi o roteiro ou a representação dos atores mas eu não senti aquela emoção que tinha nas palavras e pensamentos dos personagens no exemplar literário e não conseguiram capturar a essência no filme, o que me decepcionou bastante. Já para quem nunca leu o livro, talvez goste do filme visto que já afirmei no inicio que é um bom filme. Eu acho que é melhor eu terminar por aqui, o post já está longo demais.

Beijos!


News Editora Arqueiro

em 10 de dezembro de 2013



Quem aí já conferiu as novidades no Face da Editora Arqueiro?

O legal é que quando quisermos saber de um determinado lançamento, podemos ir na página todo final de mês e ver nas novidades para o próximo mês.

2014 promete ótimos lançamentos e agora é só espalhar a novidade para os amantes da literatura!!



Então, bora visitar a página do Facebook da Editora Arqueiro?! Link Aqui.

Resenha A Casa do Céu

em 9 de dezembro de 2013


A Casa do Céu 
Amanda Lindhout, Sara Corbett - 448 páginas - Novo Conceito
O relato dramático e libertador de uma mulher cuja curiosidade a levou até os lugares mais bonitos e remotos do mundo, seus países mais instáveis e perigosos, e também a passar quinze meses em um angustiante cativeiro — uma história de coragem, resiliência e beleza. “Este é um dos livros mais marcantes que eu já li. Angustiante, esperançoso, belo, libertador e verdadeiro, ele fala sobre desumanidade e humanidade, algo que, de algum modo, parece ser profundamente antigo e completamente moderno. É bonito, devastador e heroico — um grito de rebeldia, ao mesmo tempo em que é um humilde chamado à oração.” Elizabeth Gilbert, autora de Comer, Rezar e Amar e The Signature of All Things “A Casa do Céu é a história dramática, contada de maneira magistral, sobre a busca incessante de uma jovem para criar uma vida grandiosa, contra todas as expectativas. A jornada de Amanda Lindhout é única, uma aventura épica que vai do pitoresco ao contundente, onde o que está em jogo é absolutamente tudo. Com uma clareza e uma honestidade incríveis, Lindhout e Corbett confirmam duas coisas: ninguém será capaz de esquecer este livro — ou de fechá-lo antes de chegar ao fim.” Susan Casey, autora de A Onda “Um livro maravilhoso e marcante, que mostra o terrorismo internacional num nível extremamente pessoal. A perseverança de Lindhout se faz brilhar em cada página.” Jane Mayer, autora de The Dark Side “Neste livro lírico e inspirador, Amanda Lindhout descreve a capacidade do ser humano para cometer crueldades. Mesmo assim, ela também traz à vida a compaixão profunda e a coragem que residem em todos nós. Uma história de beleza, inteligência e tenacidade, A Casa do Céu nos mostra o poder e a importância da perseverança, esperança e perdão.” David Rhode, colunista da Reuters e vencedor do prêmio Pulitzer, autor de A Rope and a Prayer e Beyond War “Um relato vívido e emocionante sobre como Amanda manteve viva a luz interior e o espírito do perdão, mesmo quando se encontrava no coração das trevas.” Eckhart Tolle, autor de O Poder do Agora e Um Novo Mundo: o despertar de uma nova consciência “A Casa do Céu é uma história impressionante de força e sobrevivência. Às vezes é brutal, mas é sempre bela, conforme Amanda Lindhout descobre que, na luta pela própria vida, suas armas mais poderosas são a esperança e a compaixão.” Jeannette Walls, autora de O Castelo de Vidro e The Silver Star.






A casa do céu é um livro forte, impactante, logo no verso da capa encontramos os bilhetes reproduzidos que Amanda escreveu para sua mãe enquanto estava em cativeiro.

Este livro está carregado de emoções, conhecemos um pouco do que Amanda viveu, os nomes que deu as casas em que ficou, dentre algumas temos A casa dos construtores de bombas, casa elétrica, casa cafona, casa da fuga e por aí vai, vivenciamos o medo, a esperança, a perseverança, a crueldade e a coragem.

Conhecemos o sonho de uma garota de nove anos que em momento de fuga, onde o barulho é demais a sua volta, em seu momento de maior desespero, é nas revistas das antigas edições da “National Geographic Magazine” que encontra paz, consolo e o sonho de um dia visitar todos aqueles lugares lindos, porém nas revistas não se mostra as crueldades de cada lugar, não mostra o perigo. E movida pelo sonho de visitar todos aqueles lugares que Amanda juntou seu dinheiro para se tornar mochileira, ela queria viajar pelo mundo.

Amanda conheceu toda a America Latina, Laos, Índia e também o Sudão, Síria e Paquistão e então iniciou sua carreira como repórter e viajou para Somália e foi lá que seu pesadelo começou, foi lá que Amanda conheceu o inferno, o medo, a persistência e a fé a mantinham viva, sua estratégia foi se converter ao Islamismo, uma maneira de sobreviver até que se arriscou em sua fuga arriscada.

“E no momento de maior desespero, ela visitava A casa do céu.”

Uma mulher corajosa, que apesar de todas as agruras se manteve forte e em foco, sua meta era escapar de tudo aquilo e viver da melhor forma, poder levar a mãe para viajar, ajudar as pessoas a sua volta, desculpar-se do que fez de errado e encontrar o amor.


É um livro emocionante embora trágico, um livro lindo embora triste. Eu não tenho palavras para descrever o que senti lendo este livro.

Quanto a diagramação, é linda e singela, uma narrativa tocante e uma capa que simboliza o que encontramos no interior do livro, um pássaro ferido e enclausurado que busca a libertação, então finalmente encontra a liberdade tão almejada. Uma capa simples mais que mostra muito.

Perfeita!


Beijos!!