Resenha: A estrada das flores de Miral

em 20 de outubro de 2013



A estrada das flores de Miral

Nome Original: La Strada dei Fiori di Miral
Tradução: Fabiana Colasanti
Autor(a): Rula Jebreal
ISBN: 9788501092007
Páginas: 303
Editora: Record
Ano: 2013


Sinopse:

Dar El-Tifel é um orfanato e escola para meninas, em Jerusalém, fundado por Hind Husseini, que acredita que a educação é o melhor caminho para a paz. Contudo, Miral, uma jovem criada na instituição e indignada com os horrores dos conflitos entre palestinos e israelenses, começa a flertar com a resistência armada, colocando em xeque as crenças que Hind sempre semeou entre suas alunas. Qual seria o melhor caminho para conquistar a justiça? Com base em suas próprias experiências, a autor Rula Jebreal expõe a partir de um ponto de vista pouco explorado – os das mulheres palestinas – os problemas dessa região tão peculiar.






Sou suspeita para recomendar os livros da editora Record, pois todos que eu li não dei menos de quatro estrelas no Skoob. E com A estrada das flores de Miral não é diferente, uma tradução bem feita, e narração surpreendente, a história me prendeu, e várias vezes cheguei as lágrimas durante a leitura, tamanha emoção que o livro reflete.


“Hind dizia frequentemente para suas alunas que o verdadeiro líder é aquele que deixava herdeiros; como parte de sua criação, ela as ensinara a continuar seu trabalho para que o orfanato não terminasse com ela. Teria ficado feliz, naquele dia de tristeza, em ver como seus ensinamentos se concretizaram.” Pág 49


A história começa  com Hind Husseini, uma jovem determinada e muito generosa, com um grande coração, que fundou um orfanato, o Dar El-Tifel, em uma pequena aldeia nas proximidades de Jerusalém. Assim que se deparou com 55 crianças abandonadas, esfarrapadas, assustadas, durante um bombardeio, não pensou duas vezes e as conduziu a sua casa, vendeu todas as suas posses, iniciando assim a trajetória que mudou a vida dessas e de muitas outras crianças, sempre acreditando que poderia oferecer um futuro muito melhor do que somente a visão tensa e sem esperanças, de uma guerra que perdurava por anos em sua terra.

O livro tem várias histórias, de muitas mulheres corajosas, visionárias e exemplos para outras, em uma terra onde predominam preconceito, machismo e visões fundamentalistas em meio a guerra.


“Liberdade é uma dessas coisas que você não percebe até não ter mais. Fatima sabia que em 1948 os israelenses estavam vivenciando a realização de um sonho de dois mil anos. Ela era só uma criança na época, mas ainda assim não conseguia se livrar da sensação de que fora à custa de seu povo e de sua família.” Pág 68


Miral, é uma dessas jovens mulheres, moradoras do orfanato, que foi levada juntamente com sua irmã mais nova, ainda crianças, pelo pai, por este acreditar que ambas estivessem em maior segurança e teriam um futuro melhor vivendo ali do que ao seu lado, já que sua esposa recentemente havia falecido. Ela logo se mostra uma adolescente rebelde, idealista e realmente quer participar ativamente da guerra, infiltra-se em um partido, e escondido de Hind, frequenta reuniões e juntamente com outros jovens, fazem o possível em nome do que acredita ser o melhor para seu país, a busca incessante pela paz. Porém não acredita no poder das armas e sim na comunicação e educação, como formas de melhorar o mundo ao seu redor, então ela ensina inglês para as crianças, mesmo em meio a bombardeios, tendo de parar para salvarem suas próprias vidas. Acreditando sempre que um dia sua luta valeria a pena.

“Observando as meninas de sua idade, vendo-as brincar serenamente entre si, ela pensou que talvez criassem menos problemas para si mesmas do que ela fazia, que sua abençoada ignorância as poupava da crueldade da vida fora de Haifa.” Pág 240

Com escrita simples, mas tocante, o livro em cada capítulo nos apresenta um personagem e assim vão se construindo histórias entre reais e ficcionais das mais interessantes e belas que já li. O orfanato ainda existe encontram-se informações sobre a instituição neste site: Dartifl


  • O livro foi adaptado para as telas do cinema em 2010 sob o título de Miral, com Freida Pinto (estrela do filme Quem quer ser um milionário) como protagonista e direção de Julian Schnabel.

  • A estrada das flores de Miral já vendeu mais de 2 milhões de exemplares e foi publicado em 14 línguas.


9 comentários

  1. Confesso que apenas pela sinopse acho que eu não leria ele... Mas pela sua resenha dá pra imaginar que é realmente um livro tocante! Quase sempre também amo os livros da Record <3

    ResponderExcluir
  2. esse livro parece ser bem interessantemente legal
    beijos
    @livroazuis
    livro-azul.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
  3. Não conhecia o livro ainda mas fiquei muito curiosa para saber sobre essa história e ainda mais por saber que é uma história real. Deve ser emocionante!

    ResponderExcluir
  4. Oi Mila,
    não conhecia o livro e confesso que não é um livro que eu leria com entusiasmo.

    bjos

    http://blog.vanessasueroz.com.br

    ResponderExcluir
  5. Oii

    Não conhecia este ainda, mas fiquei interessada. Inclusive já ouvir falar super bem desta autora.
    bjs

    ResponderExcluir
  6. Fiquei emocionada com sua resenha,esse livro deve ser lindo....

    A Record arrebenta mesmo nos lançamentos....

    bjssss

    Bianca

    ApaixonadasporLivros

    ResponderExcluir
  7. Oi! ^^
    É um livro emocionante com certeza. Não é muito o meu gênero porque prefiro mais as fantasias, mas não vou dizer que nunca leira. Quem sabe talvez um dia.

    Beijusss;
    http://hipercriativa.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  8. Um livro que deve ser muito tocante. Conhecer histórias de pessoas fortes que fazem uma grande diference no mundo. Fiquei interessada na história.

    ResponderExcluir
  9. Olá Fernanda!! Tudo bem??
    Não conhecia este livro,mas fiquei encantada com esta história, adoro livros com dramas e nunca li nada sobre orfanatos e isso me deixou bem curiosa.
    Parabéns pela resenha =)

    ResponderExcluir

Ola!
Agradeço pelo comentário!
Beijinhos Carinhosos!